17 de junho de 2009

Calvino 500


Get the John Calvin birthday clock at Calvin 500

E o livro do McGrath tá na lista!

15 de junho de 2009

N. T. Wright: Evangelho

"Quando Paulo usa a palavra “evangelho”, este é o núcleo daquilo a que ele está se referindo: o anúncio de que Jesus, o judeu de Nazaré crucificado, foi ressuscitado dentre os mortos pelo Deus criador e foi exaltado como Senhor do mundo, exigindo lealdade de todos igualmente, judeus e gentios, grandes e pequenos, de César no seu trono até o filho mais pobre do escravo mais humilde no canto mais distante do mundo.

Para Paulo, o que ele quer dizer com “evangelho” não é, a despeito do nosso uso atual, a descrição de um modo de salvação; não é uma descrição de como reordenar sua espiritualidade privada; não é uma ordo salutis. O “evangelho” não é, em especial, idêntico à doutrina da justificação. O “evangelho” não é em si mesmo a mesma coisa que a revelação da justiça de Deus; tal revelação tem lugar dentro do evangelho, de modo que quando o evangelho é anunciado a justiça de Deus é, de fato, manifestada; mas o “evangelho” em si mesmo se refere à proclamação de que Jesus, o Messias crucificado e ressuscitado, é o verdadeiro e único Senhor do mundo. "

Fonte: Paulo em Diferentes Perspectivas

11 de junho de 2009

N. T. Wright em Português

Primeiro, é parte de uma teologia saudável da vida cristã que nós rejeitamos o triunfalismo, particularmente a idéia de que qualquer ramo, tradição ou segmento da igreja cristã tenha conseguido toda a verdade que alguém precise. Isto poderia parecer simplesmente um impulso protestante, mas é encontrado da mesma forma na maioria dos melhores teólogos católicos e ortodoxos. E isto requer que nós todos herdemos nossas tradições como críticos internos; como vivendo fielmente e lealmente dentro de nossas tradições cristãs, e ainda assim sabendo que nós mesmos fomos chamados, precisamente como parte desta lealdade fiel, para estarmos constantemente alerta para caminhos nos quais a tradição distorceu a escritura ou o evangelho, ou tenha perdido alguma coisa que seja vital para sua vida saudável contínua. Freqüentemente, este papel de ser crítico interno é reduzido simplesmente ao emotivismo: eu não gosto disto, vocês não estão confortáveis com aquilo. Mas isto não nos leva a lugar algum. O que é necessário, vez após vez, é pensamento: discussão e insight cuidadosos, sábios e razoáveis que criticarão o que está errado e trabalhar o caminho adiante apropriado. O que é requerido, em resumo, é que as pessoas amem a Deus com suas mentes, assim como com seus corações, e trazer aquele amor para marcar a vida do povo de Deus. Esta, na verdade, foi uma das principais idéias do Iluminismo: que a Razão devia ser usada, não como uma arma contra a fé, mas como uma arma contra o tradicionalismo não pensante e batalhas não pensantes dentro de tradições. Racionalmente expor as coisas é uma maneira de mover sem manipular: é parte do amor ao próximo como a si mesmo, ao invés de ou forçar o próximo a concordar por pressão física ou emocional ou desistir e permanecer contente com um segundo melhor por medo de uma explosão.



Paulo e César: uma Nova Leitura de Romanos (120KB PDF)
Romanos e a Teologia de Paulo (212KB PDF)
Decodificando O Código Da Vinci (75KB PDF)
Paulo em Diferentes Perspectivas (110KB PDF)
Paulo, Líder de uma Revolução Judaica (12KB PDF)
Integridade e Integração: Amando a Deus com Coração, Mente, Alma e Força (62KB PDF)
O Braço Nu de Deus (23KB PDF)
As Origens Cristãs e a Ressurreição de Jesus: A Ressurreição de Jesus como um Problema Histórico (88KB PDF)

5 de junho de 2009

Restaurando a adoração bíblica

por N. T. Wright

Adoração celebra os feitos poderosos de Deus e colabora com o próximo estágio do propósito redentor.


Introdução. A cena de Apocalipse, capítulos 4 e 5 é espetacular. João, ao ter a visão, é convocado a tornar-se um espectador da corte celestial, assistindo toda a criação derramar seu incessante louvor diante de seu Criador. Apocalipse 4 e 5 não é uma visão de um futuro distante - as pessoas às vezes pensam “ é assim que vai ser quando chegarmos no céu”. A visão do futuro em Apocalipse está nos capítulos 21 e 22. Esta é a dimensão celestial da realidade presente.


Entrelaçando as esferas da Criação. Aparentemente “suba para o céu” e “me vi tomado pelo Espírito,” nos primeiros dois versículos do capítulo 4, são expressões funcionalmente equivalentes: céu e terra são esferas entrelaçadas de uma única criação de Deus. Quando João está no Espírito, ele está conectado à dimensão celestial daquilo que chamamos de vida normal. Esta cena revelada a ele começa com a descrição da sala do trono celestial, assim como aquela em Ezequiel 1. A pessoa de Deus não é descrita - o que é significativo - mas o senso da Sua presença e majestade permeia toda a passagem. Não nos surpreendemos quando a primeira coisa que acontece é adoração – apesar de ficarmos surpresos em ver que os primeiros adoradores são animais e não humanos. Os quatro seres viventes – o leão, o boi, aquele com uma face humana e a águia - têm seis asas como o serafim em Isaías 6 e louvam a Deus incessantemente com o Triságio: “Santo, Santo, Santo é o Senhor, o Deus todo-poderoso que era, que é e que há de vir”. Neste contexto de louvor de toda a criação, 24 anciãos - representando o povo de Deus da Velha e da Nova Aliança – prostram-se e declaram que Deus é digno de toda aquela adoração porque Ele é o poderoso Criador de todas as coisas. Em inglês, a palavra adoração – worship - é etimologicamente relacionada à palavra digno - worthy. Adoração significa reconhecer o valor, a majestade, a dignidade daquele que é adorado – Aquele que está assentado no trono. Adorar é reconhecer, com alegria e celebração, que Deus é Aquele que é e faz o que faz.


Verdades que emergem da adoração. De saída, dois pontos fundamentais emergem desta passagem. Primeiro, adoração bíblica está fundamentada no fato de que Deus é o Criador de tudo. Qualquer tentativa de escorregar para um dualismo, no qual a criação é secundária ou completamente má, está excluída. Segundo, a tarefa dos seres humanos é oferecer uma expressão inteligente da adoração que resto da criação está oferecendo. Céus e terra estão cheios da glória de Deus, mas nós, seres humanos criados à imagem de Deus, somos chamados a reconhecer que isto é adoração e colocar isso em palavras e expressões conscientes de louvor. É isto que você faz toda vez que diz “santificado seja o Teu Nome” ou “glória seja ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo”. Tudo isto é uma reprise de Gênesis 1: “Deus viu tudo quanto havia feito e disse que era bom”. Depois de criar o homem, Deus disse que era “muito bom”. O ser humano - homem e mulher, feitos à imagem de Deus – foi designado para ser o clímax de toda a Criação.


O homem no projeto da Criação. Gênesis 1 era o início de um projeto, não um quadro fixo, ou um projeto falho. Em Apocalipse 5, nós vemos que Deus está segurando um pergaminho, um pergaminho que contém - pelo que entendemos - o propósito soberano de Deus para o mundo. Mas o pergaminho precisa ser aberto por alguém e João chora porque ninguém pode fazê-lo. Mais especificamente, a tarefa requer um ser humano, mas ninguém está qualificado. Então vemos o Leão - que também é o Cordeiro, o Messias, a Raiz de Davi que venceu, porque Ele é também o Cordeiro que foi sacrificado – que envia os Sete Espíritos de Deus para o mundo. Ele é o único que pode levar à frente o projeto de Deus - não apenas para os seres humanos, mas para toda a criação. O resultado é uma nova explosão de louvor. Apocalipse 5 desenvolve o pensamento de Apocalipse 4 e desta vez o cântico da criação toma a forma de um cântico da redenção. Agora há música instrumental, incenso, oração e cânticos. É uma nova canção, a canção da nova criação, trazendo os elementos da criação para celebrar a redenção. A canção abre um novo mundo de possibilidades na adoração, celebrando a morte redentora do Messias e a ressurreição, que transforma seres humanos em reis e sacerdotes que trazem a nova ordem de Deus para o mundo. No final da passagem - ao término da canção - os quatro seres viventes respondem “Amém” e nos vemos de volta ao ponto de onde começamos.


Adoração como progressão e integração. Veja como isto funciona: 1) a criação adora a Deus, o Criador; 2) os humanos articulam aquela adoração de forma consciente; 3) os humanos adoram a Deus pela redenção; e 4) a criação diz “Amém”. Nós vemos aqui a integração entre céu e terra e também da criação e da humanidade em adoração. Vemos também que o propósito de Deus não é salvar o homem do mundo, mas salvar o homem para o mundo. O propósito dele é capacitar seres humanos para serem Seus reis e sacerdotes, trazendo nova ordem e redenção para a Criação. A antiga caricatura do céu, como um lugar chato e sem nada para se fazer - a não ser tocar harpas o dia todo - vem de uma interpretação errônea do Apocalipse. Nesta cena - e depois de forma mais abrangente no fim do livro - o povo de Deus não é apenas adorador, mas também trabalhador, trazendo a nova criação para a realidade. A adoração é o início desta tarefa, como vamos ver adiante.


Recontando a história. Ao final, a visão não é de seres humanos escapando deste mundo e indo para o céu, mas sim da Nova Jerusalém descendo do céu para a terra. A adoração cristã é definida aqui: adorar é recontar a história do que Deus fez, está fazendo e ainda fará – como nos grandes salmos e canções do Velho Testamento. A adoração celebra os feitos poderosos de Deus e colabora com o próximo estágio do propósito redentor.


N. T. Wright é teólogo da Westminster Abbey, e foi deão da Catedral de Lichfield, na Inglaterra. É um autor prolífico e reconhecido por seu trabalho à respeito da história de Cristo, que inclui um trabalho de 700 páginas entitulado “Jesus e a Vitória de Deus”. Atualmente é o Bispo de Durham, servindo ativamente a igreja moderna na redescoberta do Jesus bíblico. Este artigo foi usado com a permissão de N.T. Wright e do Calvin College – www.calvin.edu


Fonte: Inside Worship Magazine

Vineyard Music Brasil

Tradução: Erika Lucas

2 de junho de 2009

John Piper e N.T. Wright











Na atual (junho) edição da [revista] Christianity Today, eu tenho dois artigos detalhando o atual debate sobre a doutrina da justificação entre John Piper e NT Wright.

O primeiro artigo é um resumo das posições de Wright Piper's. Muitos leigos têm ouvido falar sobre este debate, mas não estão familiarizados com os reais argumentos empregados pelos autores. Eu escrevi os resumos como uma forma de ajudar as pessoas a ver as duas posições "em poucas palavras." Tanto Piper como Wright viram seus respectivos resumos e lfizeram ligeiras revisões para a versão final.


O segundo artigo intitula-se "Não é uma pergunta Acadêmica", e menciona citações de uma variedade de pastores e professores de ambos os lados do debate, indicando a forma como o debate tem influenciado a sua forma de pregar e ensinar. Eu compilei as respostas, e Ted Olsen (editor de gestão CT) elaborou o artigo.

Ambos os artigos e estarão on-line provavelmente dentro das próximas semanas, e eu vou linkar para eles quando eles estiverem disponíveis. Entretanto, eu quero encorajá-lo a pegar uma cópia impressa da edição de junho, a fim de olhar para os dois artigos. (O artigo de capa é sobre o ministério de Tim Keller em Manhattan - e que, por si só, vale o preço da revista).

Fonte: http://trevinwax.com/2009/06/01/piperwright-summaries-in-christianity-today/



N. T. Wright é um estudioso britânico do Novo Testamento que a "Cristianismo Hoje" tem descrito como um dos cinco principais teólogos no mundo de hoje. Depois de três anos como o teólogo cânone da Abadia de Westminster, Wright tornou-se o bispo de Durham, em 2003 - a quarta mais alta posição na classificação de autoridade na Igreja da Inglaterra.

Tom Wright, gastou a sua vida estudado a história em torno do Novo Testamento e do início do cristianismo. Ele escreveu vários livros sobre o amplamente aclamado "Jesus histórico", assim como muitos sobre o Apóstolo Paulo e as epístolas do Novo Testamento.

Wright tem recebido tanto elogios como críticas para o seu trabalho. Anne Rice, a autora da série "Entrevista com um Vampiro", creditou ao trabalho de Wright sobre o Jesus histórico a responsabilidade por trazê-la de volta à sua fé cristã. O reformado teólogo J. I. Packer descreveu Wright como "brilhante" e "um dos melhores presentes de Deus para a nossa Igreja ocidental decadente".

Como bispo de Durham, Wright tem sido um pára-raios na controvérsia entre os conservadores que ofendem-se com suas opiniões políticas e liberais que rejeitam seus tradicionais pontos de vista sobre homosexualidade.

Como um estudioso do Novo Testamento, Wright tem enfrentado críticas de ambos os lados do corredor teológico. Acadêmcios liberais, tais como aqueles que compõem o infame "Seminário Jesus" rebaixam o trabalho de Wright sobre o Jesus histórico como demasiado conservador e tradicional. Estudiosos conservador apreciam sua forte defesa das doutrinas cardeais do Cristianismo, como a ressurreição corporal de Cristo.

Mas muitos conservadores da persuasão Reformada estão perplexos com a opinião de Wright sobre a doutrina da justificação e da imputação da justiça de Cristo. Vários teólogos bem conhecidos, tais como D.A. Carson, Mark Seifrid, Guy Waters, e agora o pastor John Piper, têm escrito extensivamente para refutar as "Novas Perspectiva sobre Paulo", que Wright defende.

Em nossa entrevista com N.T. Wright, vamos fazer perguntas que vão ajudar a iluminar os debates atuais com os círculos Reformados sobre a legitimidade da exegese de Wright sobre os textos do Novo Testamento:

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