25 de abril de 2009

Muitas Questões

"Muitos temem que se os seres humanos não forem considerados essencialmente "podres", e, portanto, podres em si mesmos, estaria se abrindo uma brecha para a concepção de que eles são bons em essência e em si mesmos -- e, assim, justos e meritórios. Essa foi a disputa travada entre Pelágio e Agostinho de Hipona muitos séculos atrás, e que vem sendo revisitada com frequência na história cristã. A discussão envolve muitas questões importantes que não podem ser tratadas aqui por completo.

É preciso deixar claro, no entanto, que é o valor dos seres humanos, e não a sua justiça, que está vinculado à sua natureza. Coisas de grande valor ainda assim podem ser perdidas, e com certeza o são. Possuir um grande valor não significa que algo não esteja perdido, apesar de estar são e salvo. A "depravação" não se refere de modo próprio à incapacidade de agir, mas à falta de disposição para agir e claramente à incapacidade de merecer.