31 de agosto de 2009

Blog Amando ao Próximo 'dará' 2 livros das Crônicas de Nárnia vol. Único


Qual é a condição de participar? Basta responder: 'qual é o capítulo da Bíblia que o Renato Russo dedicou uma de suas músicas?' E enviar a resposta para o e-mail vitorferolla@gmail.com

Aqui na minha cidade na livraria da Siciliano cada livro desse custa mais de 93 reais!

O sorteio será no dia 07 de Setembro deste ano (2009)!

Tudo isso faz parte da promoção de 2 anos do blog: www.amandoaoproximo.blogspot.com

29 de agosto de 2009

Simplesmente Igreja


"Se Deus é o nosso pai, a igreja é a nossa mãe" -- essas palavras são do reformador suíço João Calvino. Várias passagens bíblicas falam desta maneira (notadamente Gálatas 4.26-27, citando Isaías 54.1), enfatizando que é impossível, desnecessário e indesejável que o cristão viva sozinho, assim como um bebê recém-nascido não sobrevive por si só.

A igreja é, antes e acima de tudo, uma comunidade, um ajuntamento de pessoas que pertencem umas às outras porque pertencem a Deus, o Deus que conhecemos em e através de Jesus. Embora muitas vezes usemos a palavra "igreja" para designar um edifício, este é apenas o lugar onde essa comunidade se reúne. Os edifícios certamente podem guardar muitas lembranças. Locais onde as pessoas oraram, adoraram, choraram e celebraram por muitos anos testemunham poderosamente da presença bem-vinda de Deus. Porém, as pessoas é que são importantes.

A Igreja existe principalmente para cumprir dois propósitos intimamente relacionados: adorar a Deus e trabalhar pelo estabelecimento do seu reino no mundo. Cada um de nós pode e deve trabalhar individualmente pelo reino de Deus, mas para que ele cresça deve mos trabalhar juntos tanto quanto trabalhamos separadamente.

Há também um terceiro propósito da igreja, que serve aos outros dois: encorajamento mútuo, edificar uns aos outros na fé, orar uns pelos outros, aprender uns com os outros, servir de exemplo, desafiar uns aos outros a assumir e a realizar tarefas urgentes. Tudo isso está incluído naquilo que chamamos de comunhão. Não estou me referindo a tomarmos um chá ou café juntos. Comunhão envolve um senso de cooperação mútua, como uma família, onde todos participam e cada um tem uma tarefa a cumprir.

É nesse contexto que os diferentes "ministérios" da igreja têm crescido. Desde as evidências mais antigas encontradas no livro de Atos dos Apóstolos e nas Cartas de Paulo, a igreja tem reconhecido os diferentes chamados dentro da comunidade. Deus tem concedido diferentes dons a pessoas diferentes, visando o crescimento da igreja e o cumprimento da tarefa que lhe foi confiada.

Adoração, comunhão e trabalho refletem o reino de Deus no mundo, fluindo de dentro para fora de cada um de nós. Você não consegue refletir a imagem de Deus sem retornar à adoração a fim de manter a imagem fresca e autêntica. Do mesmo modo, a adoração sustenta e alimenta a comunhão; sem ela, a comunhão facilmente se deteriora em grupinhos com a mesma opinião, que logo se tornam panelinhas exclusivas -- exatamente o contrário daquilo que Deus espera do seu povo.

É dentro da igreja, mesmo quando nem tudo vai bem, que a fé cristã é alimentada para crescer e amadurecer. Como acontece na família, seus membros descobrem que vivem uma relação de mutualidade. As igrejas podem ser de diferentes tamanhos. Algumas reúnem um grupo pequeno de pessoas dispersas em vilarejos isolados, outras são enormes congregações com milhares de membros, como acontece atualmente em algumas partes do mundo. O ideal seria que todo cristão pudesse se integrar a um grupo pequeno o bastante para permitir que todos se conhecessem e e grande o suficiente para conter uma ampla variedade de pessoas e diferentes estilos de adoração e de atividades em prol do reino. Quanto menor a comunidade local, maior a necessidade de ela se manter ligada a uma igreja maior. Quando maior o número de pessoas (refiro-me a algumas igrejas que reúnem centenas ou mesmo milhares de pessoas semanalmente), mais importante é que cada membro procure se juntar também a um grupo menor. O ideal é que os grupos de oração, estudo bíblico e edifícação mútua reúnam não mais do que doze pessoas.

N. T. Wright, Simplesmente Cristão, pp. 222-224.





23 de agosto de 2009

O Que Nos Alimenta

Steve Rabbey: Qual grupo ou comunidade ajuda a mantê-lo conectado e espiritualmente estabelecido?

Dallas Willard: Estou profundamente envolvido com Valley Vineyard Church em Reseda. É uma igreja de dimensão modesta, por isso tenho relações pessoais com o povo lá. Eles me conhecem, eles oram por mim, me oferecem suporte, e eles me ouvem ocasionalmente quando ensino. Minha esposa Jane é um anciã da igreja. Ela tem sido há anos. E realmente, nós apenas amamos uns aos outros. Esso é a razão da Igreja. Há um envolvimento real na vida dos outros, e isso é o que nos alimenta.



Alguém pode me indicar uma comunidade assim em Goiânia?

Fazer o Que Eles Fizeram

Desde que li pela primeira vez Lutero e Calvino, principalmente o último, eu determinei que, quer eu concordasse ou não com ele em tudo o que disse, o seu método indicado e praticado seria o meu também: embeber-me da Bíblia, em hebraico e aramaico do Antigo Testamento e no grego do Novo Testamento, para obtê-la na minha corrente sanguínea, por todos os meios possíveis, na oração e esperança que eu seria capaz de ensinar de novo as Escrituras para a igreja e o mundo. A maior homenagem que podemos prestar aos Reformadores não é tratá-los como infalíveis -- eles ficariam horrorizados com isso -- mas fazer o que eles fizeram.

N. T. Wright, Justification: God's Plan and Paul's Vision,

7 de agosto de 2009

Renunciar ou Institucionalizar

Tornar-se um discípulo de Jesus é uma questão de renunciar à sua vida como você a entendia até aquele momento. E sem semelhante "rendição" não é possível ser discípulo do Mestre, pois você pensará que ainda está no comando, precisando apenas de alguma ajuda de Jesus para seu projeto de uma vida mais próspera. Mas a idéia de uma "vida próspera" é precisamente o nosso problema.

Os grupos e as épocas em que a tranformação individual e social rumo à semelhança com Cristo aconteceram de forma manifesta, e que estremeceram a ordem humana até suas fundações, experimentaram essa verdade de maneira completa: os cristãos primitivos, os primeiros monásticos, os primeiros franciscanos ou os primeiros dominicanos, os primeiros quacres e os primeiros metodistas, por exemplo. Note como a palavra "primeiro" precisa ser usada. A necessidade se dá porque o "vaso" que emerge de modo gradual no curso de uma erupção particular do discipulado radical acaba subjugando o "tesouro" divino que ele inicialmente serviu para transportar. Essa é uma estratégia satânica fundamental para derrotar a causa de Cristo na terra. Portanto temos aqui mais outra tradição a ser acrescentada ao museu da história cristã.

Em geral, tal processo significa uma instituição de algum tipo, talvez uma igreja local ou uma demoninação, cuja perpetuação e sobrevivência se torna a principal preocupação do que se associaram a ela. O discipulado de Cristo é afastado por completo dos objetivos básicos ou é redefinido como devoção à instituição. A formação espiritual, em alguns casos, é então de fato e explicitamente entendida como o processo de conformação à tradição. Ser discípulo e fazer discípulos no sentido óbvio do Novo Testamento é omitido das congregações locais e de seus grupos mais elevados.


Dallas Willard, A Renovação do Coração, pp.291-292

Leia também:

4 de agosto de 2009

Justificação pela Fé - nova perspectiva

Como é então que a "justificação pela fé" se opera? Em Romanos 2, Paulo já falou da justificação definitiva do povo de Deus, com base em toda a sua vida. Esta justificação ocorrerá no final, quando Deus julgar os segredos de todos os corações através do Messias. A questão da justificação pela fé é que, como Paulo insiste em 3:26, esta justificação tem lugar no presente, em oposição ao último dia. Esta questão tem a ver com as perguntas: "Quem pertence hoje ao povo de Deus?" e "Como se pode afirmar?" A resposta é: todos os que crêem no evangelho pertencem ao povo de Deus hoje, e, portanto, não importa quem tenham sido os pais, ou como se obedeceu à Torá (ou a qualquer outro código moral), ou se foi aplicada ou não a circuncisão. Para Paulo, a justificação é um subconjunto da eleição, isto é, faz parte de sua doutrina sobre o povo de Deus.

Sem dúvida, apesar de muitos esforços para impor esta conclusão, não quer dizer que a justificação nada tenha a ver com a salvação dos pecadores, do pecado e da morte pelo amor e pela graça de Deus. A eleição sempre supõe que os seres humanos são pecadores, que o mundo jaz no caos e que Deus está montando uma operação de resgate. Esta é a finalidade da aliança, e por isso é que "pertencer à aliança" significa, entre outras coisas, "o perdão do pecador". O que se prova é que a "justificação" em si não denota o processo ou o acontecimento pelo qual a pessoa é conduzida da descrença, da idolatria e do pecado para a fé, a verdadeira adoração e a renovação da vida, por obra da graça. Paulo emprega uma palavra clara e inequívoca neste sentido: ele fala de "chamado". A palavra "justificação", apesar de uso equivocado do termo pelos cristãos durante séculos, é empregada por Paulo para denotar o que acontece imediatamente depois do "chamado": "aos que chamou também justificou" (Rm 8:30). Em outras palavras, aqueles que ouvem o evangelho e a ele respondem na fé são, assim, declarados por Deus seu povo, seus eleitos, "a circuncisão", "os judeus", "o Israel de Deus", distinguidos com a condição de dikaios, "justos, participantes da aliança".

Mas a palavra "chamado" por si mesma e o fato de que a "justificação" não se refere ao modo "como sou salvo", mas ao modo "como sou declarado membro do povo de Deus", devem sempre abranger também os planos maiores da aliança. Na verdade, o esquecimento deste ponto, como tantas vezes ocorreu na teologia ocidental, tanto do catolicismo como do protestantismo, equivale a incidir no erro bem parecido pelo qual Paulo censura seus concidadãos. O objetivo da aliança era enfrentar a idolatria e o pecado para que o mundo como um todo pudesse ser resgatado, e não se discute, como lemos em Romanos 5-8, que é para este objetivo que Paulo encaminha seu argumento. Assim, a idéia dos seres humanos chamados pelo evangelho a abandonarem a idolatria e o pecado a fim de passarem a adorar o Deus vivo e verdadeiro significa por um lado, que eles podem ser resgatados e, por outro lado, que através deste resgate e pela comunidade que passam a formar poderá concretizar-se o plano de Deus de resgatar o mundo inteiro. É por esta razão que em Romanos 5:17 Paulo diz que os justificados "reinarão na vida"; o objetivo não é simplesmente que eles sejam resgatados da calamidade, mas que através deles Deus possa governar sua nova criação. É por esta razão também que a união de judeus e gentios em uma única família é uma idéia essencial para a justificação. Não se trata unicamente de tornar a vida mais fácil para os gentios convertidos aos quais podia não agradar a idéia da circuncisão, como alguns comentaristas já afirmaram, tentando ridicularizar a "nova perspectiva", mas, como Paulo explica tão brilhantemente em Efésios 3, o que se pretende inculcar é que pela criação da família formada de judeus mais gentios o Deus vivo possa implantar o projeto completo da nova criação, declarando aos principados e potestades que sua hora já chegou. A eleição repensada em torno do Messias, e reelaborada por Paulo em seus esforços apostólicos para gerar e sustentar exatamente este tipo de comunidade, mantém juntos elementos de seu pensamento que muitos séculos de sistemas alternativos mantiveram separados.


3 de agosto de 2009

Arrebatamento

"... a passagem-chave de 1 Tessalonicences 4, passagem apocalíptica, se é que se pode atribuir alguma passagem apocalíptica a Paulo, não pode ser encarada como se predissesse o que na América do Norte atualmente se tornou um tema principal, a saber, o "arrebatamento" em que o povo de Deus será arrebatado literalmente para a atmosfera, deixando casas, automóveis e famílias para trás e escapando para sempre do mundo de espaço-tempo que se precipita na ruína. A idéia da passagem mencionada é o conforto das pessoas enlutadas. O que Paulo visa neste texto é afirmar com insistência que aqueles que morreram e os que ainda estiverem vivos, quando o Messias aparecer como rei, haverão de herdar a nova era que ele virá inaugurar, mas a linguagem que Paulo emprega para expor seu argumento, que é uma combinação de imagens apocalípticas clássicas, deve ser visto como o que na realidade é: uma evocação de Daniel 7 (o filho do homem vindo nas nuvens) e do apocalipse do monte Sinai (o clamor e a trombeta e Moisés descendo com a Lei).


N. T. Wright, Paulo - Novas Perspectivas, p.78

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2 de agosto de 2009

30000 crianças

“Enquanto você dormia ontem, 30000 crianças morreram de fome ou de doenças relacionadas a má nutrição. E mais, a maioria de vocês nunca ajudaram em merda nenhuma. E o que é pior: você está mais perturbado com o fato de eu ter dito “merda” do que com a notícia de que 30000 crianças morreram de fome na última noite.”

Tony Campolo



Fonte: Livraria do Thiago

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