28 de novembro de 2007

Dê um presente melhor

A cena todos conhecem - os tres reis magos entregam presentes ao menino Jesus recém nascido sob o olhar de Maria e José.

Mas, Jesus tem uma reaçao inesperada. O filme é da australiana de Pasquale e assina 'Give a better gift' (Dê um presente melhor).

O anunciante, a Betta Electrical, varejista de eletroeletronicos, está promovendo seu vale presente. Clique na imagem abaixo para ver no YouTube.



fonte: Blue Bus

27 de novembro de 2007

Quem tem ouvidos


Dica do momento:

Estou baixando algumas mensagens pregadas na Comunidade Presbiteriana Chácara Primavera (que oferece também vídeos e slides das mensagens), utilizando o Free Music Zilla, programa indicado por meu amigo Calebe, do excelente Gattune!

Há também excelentes mensagens disponíveis na internet. Aqui estou sendo bem criterioso. Espero que você goste:

Comunidade Presbiteriana da Barra da Tijuca;
Igreja Batista do Morumbi
Seminário Bíblico Palavra da Vida
Luciano Subirá - Orvalho.com
...

(estão abertas as indicações dos leitores do blog para aperfeiçoarmos essa lista)

Teu Nome



O precioso sangue de Jesus redime
Perdoado vivo estou, restaurado livre estou
Tua majestade esta dentro de mim
Pra sempre eu crerei, Pra sempre eu crerei

Tua graça tem sido maior que a minha derrota
Convencido pelo Teu Espírito levado por Tua Palavra
Teu amor nunca falhará, teu amor nunca falhará

Sei que deste ao mundo
O teu filho para que nós conhecêssemos o teu nome
Para viver no amor do Salvador
Ele tomou meu lugar sabendo que seria crucificado
E Tu amaste, Tu amaste um povo indigno.

Hillsong - To Know Your Name
do DVD "Saviour King"

A corrente do falso pastor

Hoje foi minha vez. O cara assinou no remetente: "Nelson Pires" e no "destinatário": Tribunal Regional Eleitoral/Dom Pedro I s/n.º / Nerópolis-GO.

Dentro do envelope a famosa corrente do falso pastor:

Esta é a corrente que circulou em meados de agosto e setembro de 1999. Segundo informação que circulou na época, "Em Caixas do Sul, RS, não existe nenhum Nelson Pires como pastor batista ou como advogado. Trata-se, pois, de um estelionatário, art. 171, Código Penal."

Sempre existem otários e supostos espertos que servem de patos em vigarices deste tipo.
Leia o começo da seqüência, mas não leia tudo para não perder seu tempo.

25 de novembro de 2007

Por que sou um metodista?

Brian McLaren

Que grande história os metodista têm para contar sobre si mesmos! Em 1739 o sacerdote anglicano George Whitefield (1714-1770) convidou os sacerdotes anglicanos John e Charles Wesley a se juntarem a ele na pregação de um evangelho evangelical onde ele fosse mais necessário (e aceito): não a partir dos púlpitos de uma igreja cada vez mais complacente e acomodada, mas nas ruas e campos, onde quer que estivessem pessoas sujas e sem igreja. Os irmãos Wesley se uniram a Whitefield -- George e John oferecendo a pregação e Charles a música. Música que o cidadão comum poderia relacionar a canções pé-no-chão, letras com um inglês simples, porém bonito, com boa melodia e uma batida interessante, canções com sentimento, mais como as músicas que eles cantavam no pub à noite, e não a música chata, acompanhada pelo órgão das catedrais. Mesmo depois que Whitefield partiu para a América, milhares vinham ouvir John e Charles. As pessoas respondiam poderosamente com lágrimas, tremores, gemidos e risadas estridentes.

Um repórter descreveu a cena fora da mina de carvão, onde os mineiros paravam no caminho de casa depois de um dia de trabalho estafante, mal pago, danoso à costas e prejudicial aos pulmões. Os mineiros talvez planejassem aliviar seus músculos doloridos e corações oprimidos com bebida forte, que provavelmente os levasse a espancar suas esposas e a outros gestos igualmente lamentáveis. A voz forte de John Wesley atraía seus ouvidos. Aquele homem tinha paixão e compaisão, era o comentário geral. Eles paravam e escutaravam alguém que não os desprezava por causa de seu comportamento reprovável. A multidão aumentava -- homens imundos, esgotados, com o rosto negro por causa do pó de carvão. Wesley falava de um Deus que os amava e queria ajudá-los mesmo que se embebedassem, mesmo que jogassem, mesmo que maltratassem suas esposas e filhos. O repórter notou trilhas pálidas e límpidas se formando nos rostos cobertos de pó negro daqueles homens rudes, trilhas formadas por lágrimas de arrependimento e fé.

E ele não parou (como muitos dos avivamentos contemporâneos param) na experiência emocional (seguida de um pedido de oferta). Os Wesley organizaram esses homens em grupos -- pequenos chamados de bandos, maiores chamados de classes, ainda maiores chamados de sociedades. Nesses grupos, os homens, e logo suas mulheres, vizinhos e amigos se juntaram para se ajudar mutuamente a experimentar uma transformação. Em semanas, meses, anos, havia milhares de pessoas cujas vidas haviam sido transformadas.

Por décadas, o movimento cresceu, desligando-se por fim da estrutura anglicana na qual havia nascido. Para se ter uma idéia da dinâmica inicial do metodismo, imagine um grupo de pessoas subindo uma montanha, cada uma delas sempre tendo alguém um passo acima e adiante para estimular a caminhada, e mais alguém um passo atrás e abaixo a quem encorajar e trazer para cima e adiante.

No entanto, o que era previsível aconteceu. Talvez algo assim: imagine um desses homens dez anos depois, um ex-carvoeiro que havia sido limpo, curado do vício da bebida e santificado já há uma década e que havia agora se tornado um pregador leigo. Ele nota sua filha adolescente correspondendo aos olhares de um jovem e simples carvoeiro recém-chegado às reuniões da sociedade. Ele se lembra se seu estado passado, antes de ter sido salvo e santificado, antes de ter deixado a mina de carvão para se tornar um comerciante. A última coisa que ele deseja para sua filha é que ela se enamore de um camarada como aquele.

Assim, na reunião seguinte, ele prega um pouco mais rigidamente que o normal contra o pecado e insinua que pecadores já não são mais tão bem-vindos. Em pouco tempo, a mensagem mais dura serve para depurar as pessoas de modo a fazê-las subir ainda mais alto no monte ou para tirá-las do trajeto de vez. Com o tempo, mais pessoas desistem que perseveram, e francamente, o mesmo ocorre com o comerciante -pastor-leigo e muitos de seus companheiros.

Agora o foco muda dos bêbados e jogadores para o jovens convertidos que não são tão zelosos e respeitáveis como os mais velhos. Eles são constantemente pressionados a subir mais alto e mais depressa ou então para abandonar tudo de vez, com alguns fazendo uma opção ou outra. E em muito pouco tempo, a velha subida se acaba e um platô a substitui.

Agora, em vez de uma progressão de pessoas em vários níveis de ascensão cristã, você possui um platô elevado, dos religiosos, e um profundo abismo de irreligiosos. Ambos não se gostam, ambos não se entendem, e um deseja que outro vá embora. Se alguém no abismo clama a Deus por ajuda, Deus não tem ninguém para enviá-la, ninguém que compreenda, que se importe, que se aproxime, que mentorie ou guie. Um convertido em potencial não tem ninguém para quem olhar como modelo: primeiro porque o religioso está muito distante dele e, segundo, porque eles não estão mais se movendo a lugar nenhum. Ninguém mais está na jornada. Todos estão entalados em seu status quo, alto ou baixo.

Esse tipo de "redenção e regeneração" atingiu em cheio os metodistas, e descreve aquilo que acontece em muitos movimentos avivamentalistas como o metodismo. Trata-se de uma fábula, uma fábula de advertência que, eu acho, instruiu os fundadores dos Alcoólicos Anônimos e os encorajou a continuar concentrados no próximo bêbado que cruzará suas portas.

[Bill Hybels, da Igreja Comunitária Willow Creek, e Rick Warren, da Igreja Saddleback, têm em nossos dias apoiado esta ênfase "naqueles que buscam", os "de fora da igreja", ainda não convencidos ou comprometidos.]

Por causa da redenção e regeneração, a glória e a genialidade do metodismo têm sido amplamente esquecidas. Não deveria ser assim, porque vivemos hoje uma situação bem semelhante à de Whitefield (que era calvinista) e dos Wesley (que não eram e tomaram um rumo diferente).

Lutero e Calvino criaram sistemas intelectuais protestantes (um tipo de hierarquia conceitual) que substituiu a hierarquia organizacional católica. Ninguém, no entanto, criou um sistema de formação espiritual e de cuidado para substituiur o sistema católico altamente desenvolvido de espiritualidade que se ampliara durante a Idade Média. Ninguém fez isso no século XVI, ninguém fez isso no século XVII ou em grande parte do século XVIII -- até os Wesley. As pessoas tinham a doutrina protestante, mas não tinham as trilhas, caminhos ou métodos de formação espiritual, a piedade dessas pessoas logo se dissipava tornando-se frustração espiritual e sonhos não realizados de fervor devocional. Complacência, nominalismo, intelectualismo e hipocrisia se espalharam pelo mundo protestante com apenas algumas exceções (como como os irmãos morávios). Não até que os Wesley fizessem em prol da formação espiritual aquilo que Lutero e Calvino haviam feito pela doutrina: criar um sistema que substituísse aquilo que havia sido rejeitado do catolicismo.

Hoje eu penso que estamos em uma situação paralela. A cristandade contemporânea (infelizmente, incluindo-se muitos metodistas modernos) se afastou das inovações de Wesley, produzindo complacência e comprometimento espiritual generalizados. Em meados da década de 1970 um forte sistema de nova formação espiritual se desenvolvera entre os convervadores, levemente inspirado (e na maioria das vezes sem intenção) na herança metodista, em grande parte pelas organizações "pára-eclesiásticas" tais como Navegadores, Cruzada Estudantil e Profissional para Cristo e Aliança Bíblica Universitária.

[Desde os anos de 1970 e 1980, Howard Snyder, do Seminário Asbury, tem nos lembrado incansavelmente dos recursos disponíveis na herança metodista, e escritores como Richard Foster tem também insistido nisso com determinação admirável. Veja http://www.renovare.org/]

Não os rosários, as festividades e práticas dos católicos, não as bandas, classes e sociedades metodistas, mas sim um sistema informal envolvendo "horas silenciosas", pequenos grupos de estudo bíblico, guias auto-indutivos de discipulado, classes e currículos, retiros, encontros de reavivamento, competições, conferências e atividades similares.

Em meados da década 1990 e certamente na primeira década do novo século, mais e mais protestantes conservadores começaram a sentir que esses métodos para-eclesiásticos atuais não estavam mais funcionando. Poucos perceberam que muito dessa metodologia contemporânea possuía todo um alvo moderno por detrás: inculcar uma teologia sistemática básica, fundada em noções puramente modernas com as seguintes equações: pensamento correto = comportamento correto, mais conteúdo bíblico = cristãos melhores, conhecimento = poder.

Enquanto isso, almas intrépidas como Dallas Willard, Larry Craab, Richard Foster e outros confessaram suas observações: teologias sistemáticas ou conhcimento bíblico simplesmente não produziram transformação pessoal. Muitos líderes cristãos começaram buscando por uma nova abordagem sob a bandeira da "formação espiritual".

Essa nova busca levou muitos deles de volta às práticas contemplativas católicas e às disciplinas monásticas medievais (que, coincidentemente, também estão sendo descobertas por muitos protestantes "liberais" históricos com grande bênção). A busca ainda está no início, atrapalhada por uma dependência do pensamento e da metodologia modernos difícil de ser rompida na igreja e das pressões do consumismo na cultura como um todo.

A busca irá gerar (eu espero, creio e oro) um novo metodismo, tão atraente e relevante em nossos dias como os Wesley foram em seus dias. Assim como o metodismo wesleyano, ele enfatizará a importância dos grupos pequenos, dos amigos espirituais que se encontram para encorajamento e apoio mútuo e não em respostas indutivas, mas em questionamentos -- perguntas que levem a pessoa a refletir, pensar, considerar e a prestar atenção àquilo que está se passando em sua própria alma. Assim como o metodismo wesleyano, ele capacitará pessoas "leigas", percebendo que o batismo em si é um tipo de ordenação ao ministério e que o propósito do discipulado é treinar e dispor apóstolos cotidianos. E assim como os primeiros metodistas, ele enxergará os discipulado com o processo de estender adiante uma das mãos para encontrar a mão de um mentor alguns passos acima no monte, e de estender para trás a outra mão a fim de ajudar o próximo, irmão ou irmã na fila, que também está no caminho de subida do discipulado.

Que Deus nos livre de esquecer a mão que se estende para trás. Caso contrário, nossa ortodoxia certamente perderá a sua ortopraxia (prática correta), o que a tornará mesquinha e também, por fim, heterodoxa.

* * *

Capítulo 14 de "Uma ortodoxia generosa", de Brian Mclaren, Editora Palavra.
McLaren explica em outros capítulos também
"Por que sou evangélico, Por que sou pós-protestante, Por que sou bíblico, Por que sou liberal/conservador, Por que sou fundamentalista/calvinista, Por que sou católico, Por que sou verde, Por que sou depressivo-mas-esperançoso, Por que sou emergente, Por que sou não-acabado."

MAIS:

+ Indicação da Bacia das Almas
+ Generosa Blogosfera
+ Reconsiderando o Odre
+ Conversa Emergente
+ Renovaré Brasil

...pus até uma propaganda, que encontrei no Pavazine# aqui:



24 de novembro de 2007

Cruz (2)



A cruz é a imagem mais poderosa da história humana.
Ela representa a perdição do homem assim como o sacrifício de Deus e a renúncia a Deus que traz redenção. Em seu benefício, os seguidores de Jesus devem manter a imagem da cruz presente de maneira vívida na mente.
(Dallas Willard)

+ recomendo o blog do Paulo Costa, para grandes citações acerca do caminho da cruz.

23 de novembro de 2007

TV Digital

Faltando apenas 10 dias para o início das transmissões da TV Digital no Brasil, continua o impasse entre o governo e os fabricantes do conversor que será necessário acoplar nos televisores para o recebimento do novo sinal.

Enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro das Comunicações, Hélio Costa, ameaçam importar o conversor, caso os produtores não reduzam o valor de venda para R$ 250, as empresas que fabricaram o aparelho continuam anunciando lançamentos com preços acima do desejado pelos políticos.

O aparelho mais barato anunciado até o momento é o da Positivo Informática, que colocará nas lojas, já na próxima semana, um set top box que custará R$ 499 e é indicado para as tradicionais TVs de tubo (CRT) e as TVs de Plasma e LCD, sem HDMI. Para os aparelhos com High-Definition Multimedia Interface, o aparelho custará R$ 699.


+ =>http://br.pfinance.yahoo.com/071123/22/gjhdn9.html

22 de novembro de 2007

Viverei



Eu procuro por Ti, Deus de força
Me prosto a Ti, quando estou caído

Nenhum outro Rei
Poderia vir com tanta humildade
Para salvar minha vida
E curar meu coração

Não tenho nada
Além daquilo que Tu me ofereces
Não há nada
Que tenha mais valor pra mim

Eu te amo Senhor
Tu me resgataste
Tu és tudo o que eu quero
Tu és tudo de que eu preciso

Eu oro a Ti, Deus de paz
Descanso em Ti, meus problemas são resolvidos
Não tenho nada
Além daquilo que Tu me ofereces
Não há nada
Que tenha mais valor pra mim

Na Tua liberdade viverei
Na Tua liberdade viverei
Te ofereço minha devoção
Te ofereço minha devoção


12 de novembro de 2007

Cruz

Cruz

Letra: Heloísa Rosa
Música: Heloísa, Marcos, Lucas, Felipe , Josias

Leva-me pra cruz onde eu te encontro

Leva-me pra cruz de ti preciso

Ajuda-me a negar a mim mesmo e não a Ti


Pois se morri para o mundo

este mundo não me atrai mais

Pois se morri pra mim mesmo

as paixões não me atraem mais

Pois se morri para o pecado estou vivo para Ti, Senhor

Eu estou crucificado

Eu estou crucificado contigo


HeloisaRosa.com.br / Canal no YouTube / MySpace

10 de novembro de 2007

O anseio por mudança: metanóia


"Nós temos de mudar a partir do interior. E é isso que a maioria das pessoas realmente gostaria. O arrependimento mediante o qual desejamos que nossa vida e nosso mundo sejam realmente diferentes -- a autêntica metanóia que Cristo preconiza no Evangelho (Mc 1.15; 6.12) -- vem sobre nós quando temos uma visão da majestade, santidade e bondade de Deus. É uma visão suficiente para transmitir uma conscientização viva de nossa terrível capacidade de quebrar a confiança em Deus, ferir a pessoas e a nós mesmos ao tomarmos as coisas em nossas próprias mãos. Esta consciência pungente de nossa condição silencia todos os argumentos e racionalizações. Ao mesmo tempo, nos impele para Deus, porque reconhecemos que Ele também nos vê como somos, e, apesar disso, podemos buscar ajuda e refúgio nele."

9 de novembro de 2007

Sensualidade


"O corpo humano se torna a princiapal área de prazer do sujeito que não vive honesta e interativamente com Deus, e também a fonte primária de terror, tortura e morte. Portanto, é uma coisa “óbvia” a virada dos que adoram e servem “a criatura em lugar do Criador” (Rm 1.25). Como o prazer corporal é o que desejam, o que eles escolhem buscar, Deus os abandona à busca de cada sensação aprazível que eles possam extrair do corpo – sobretudo da sexual, pois é a que oferece grande "sensação"; no entanto a violência corporal vem logo em seguida. Eis a raiz espiritual da obsessão com “sexo e violência” nas sociedades em declínio, a nossa ou de outras épocas e lugares.

“Amor livre”, como é eufemística e falsamente chamado, com as várias formas de perversão, é apenas uma extensão da adoração do corpo (versos 26-27) – do mesmo modo que a adoração dos seios, vagina, e pênis é testemunhada tanto pela arqueologia como pela vida moderna (como pelos “bíceps” e “nádegas” de hoje). Conforme a lógica ensina-nos, tudo provém de uma falsidade. Se o que é falso é verdadeiro, então tudo é. Logo, tudo pode.

Mas então se produz aquela sensualidade que
não pode ser satisfeita. Ela não é autolimitada. Isso ocorre parcialmente porque o efeito do envolvimento nas práticas de sensualidade é o de enfraquecer a sensibilidade. Portanto irrompe o impulso inexorável, a necessidade desesperada de simplesmente sentir, sentir alguma coisa. Esse ímpeto é arraigado na natureza humana básica, como discutiremos mais adiante. Precisamos ter sensibilidade, e ela precisa ser profunda e contínua. Mas se não estivermos vivendo a grande bondade do reino de Deus, a sensualidade por meio do corpo é tudo que nos resta do nosso “reino”.

Paulo recomenda aos Efésios que

não vivam mais como os gentios (aqueles que não conhecem a Deus), que vivem na inutilidade dos seus pensamentos. Eles estão obscurecidos no entendimento e separados da vida de Deus por causa da ignorância em que estão, devido ao endurecimento do seu coração. Tendo perdido toda a sensibilidade, eles se entregaram à depravação, cometendo com avidez toda espécie de impureza. (Efésios 4: 17-19)

Esta é a progressão natural na fuga de Deus.

O ímpeto para a auto-satisfação surge numa vida sem fronteiras, onde nada é proibido – quando se pode fazê-lo sem cupa. O “Por que?” é substituído por “Por que não?” E desde que isto é o que esses “deuses” querem – licença total – Deus os abandona a uma mente inútil ou disfuncional (
adokimon) – isto é, uma mente que simplesmente não funciona. “Quando eles não viram razão para centrar seus conhecimentos em Deus, Deus os entregou a uma disposião de mente disfuncional, para fazerem o que é indecente.” (Rm 1:28). O resultado é uma humanidade

“cheia de toda sorte de injustiça, maldade, ganância e depravação. Estão cheios de inveja, homicídio, rivalidades, engano e malícia. São bisbilhoteiros, caluniadores, inimigos de Deus, insolentes, arrogantes e presunçosos; inventam maneiras de praticar o mal; desobedecem a seus pais; são insensatos, desleais, sem amor pela família, implacáveis.”

E embora eles saibam da condenação de Deus sobre tais coisas, “não somente continuam a praticá-las, mas também aprovam aqueles que as praticam” (Romanos 1-29-32)."
_____

Trecho da contundente abordagem de Dallas Willard acerca do "mal radical na alma arruinada", em A Renovação do Coração. Ainda escreverei muito aqui dessa fantástica obra.
A imagem é um recorte da original que se encontra no fotolog do projeto sexxxchurch, interessante serviço
com características próprias dirigido à pornografia / prostituição / sexo inspirado pela XXXCHURCH .

8 de novembro de 2007

7 de novembro de 2007

O mal no mundo e em nós

"O que os indívíduos estão prontos a fazer, o que há dentro deles pronto a irromper, explica parcialmente por que as pessoas fazem as coisas que fazem. Elas estão programadas para fazer o que fazem. Há uma "presença real" do mal pouco abaixo da superfície de toda ação e transação humana. A magnitude do mal nas obras humanas é um resultado também das estruturas institucionais ou práticas comuns que emergem na sociedade: política, artes, negócios, jornalismo, educação, vida intelectual, governo, relações sexuais e familiares, esportes e entretenimento.

Este é o nosso "sistema". Uma mulher que ganha meio milhão de dólares por ano em Wall Street é "mais aceita" por seus colegas se usar cocaína; por isso, ela se submete a essa prática do ambiente que a cerca, quando este manipula seus desejos (Tiago 1.14) . Outra mulher avança em sua carreira como atriz, estando apropriadamente "disponível" para os homens que tomam decisões. Um empreiteiro pode lucrar mais comprando materiais de qualidade inferior e subornando um fiscal "compreensivo". Um trabalhador é excluído do treinamento em técnicas avançadas porque é índio. Um professor é influenciado em sua pós-graduação pela necessidade de ter muitos alunos ou manipula dados para conseguir concessões, escrever livros e conseguir vantagens sobre os colegas. Uma jovem negra não pode conseguir notas boas o bastante para entrar na faculdade porque a escola secundária onde estuda não recebe ajuda do governo. Um pastor compromete sua imagens e pregação cedendo às inclinações dos seus ouvintes "mais importantes", para ter o apoio deles e progredir na sua carreira.

As estruturas socias exibidas em tais casos não estão, estritamente falando, nos indivíduos, mas no mundo onde vivemos, embora sua existência e poder dependam totalmente da prontidão que há em nós individualmente. Os males estruturais são práticas -- explicitamente formuladas ou não -- aceitas e aplicadas por outros no contexto de nossas ações.

No entanto, nenhum desse males teria lugar se os Dez Mandamentos (Êxodo 20) e os grandes princípios de amor a Deus e ao próximo (Mateus 19.37-40) fossem observados. Desnutrição, guerra, opressão, luta de classes, explosão demográfica, crime, violência e conflitos familiares deixariam finalmente de ser lugar-comum, porque os indivíduos não só não cooperariam para o seu crescimento como tornariam medidas contra eles."

Dallas Willard, O Espírito das Disciplinas, pp.256-257, Editorial Habacuc

6 de novembro de 2007

Túnel


Do álbum de fotos.



Túnel
(Third Day)

Eu não pretendo saber o que você está pensando
Eu não posso começar a saber o que você pensará
Eu não poderia negar a dor que você está sentindo
Mas eu tentarei e lhe darei um pouco de esperança

Apenas lembre-se do que eu lhe disse
Há muito mais para você viver

Há uma luz no fim desse túnel
Há uma luz no fim desse túnel
Para você, para você
Há uma luz no fim desse túnel
Brilhando no fim desse túnel
Para você, para você
Então agüente firme

Você teve seus desapontamentos e tristezas
Você deveria dividir o peso dessa carga comigo
Então você descobriria que a luz de amanhã
Trás uma nova vida para que seus olhos vejam

Então lembre-se do que eu lhe disse
Há muito mais para você viver

3 de novembro de 2007

Grande é o Senhor




Bela interpretação na gravação do CD/DVD Comunhão e Adoração 6, em comemoração aos 30 anos de ministério de Adhemar de Campos. Excelente!

A Situação Humana

"O que faz nossa vida ser como é? O que a faria ser como deveria? A incapacidade de encontrar respostas adequadas nos deixa desorientados em meio à enxurrada de eventos que nos envolvem e à mercê de quaisquer idéias e forças que nos sobrevenham. Essa é, basicamente, a situação humana. Você pode ver isso dia após dia ao seu redor."

DALLAS WILLARD,
A Renovação do Coração, p.18