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6 de maio de 2012

Discipulando os Olhos Através da Arte no Culto

As artes visuais podem desempenhar um papel importante no culto, se olharmos bem de perto.

W. David O. Taylor*

Doutor em Teologia candidato na Duke Divinity School. Ele bloga no artspastor.blogspot.com. Taylor escreveu o que ele chama de "apêndice" a este artigo em seu blog. Clique aqui para lê-lo. 



E se víssemos as artes no culto como parte do discipulado? E se víssemos as artes como essenciais, ao invés de opcionais, à obra do Espírito de formar-nos à imagem de Cristo, quando nos reunimos como uma pessoa coletiva? E seu uma obra cuidadosamente elaborada de arte visual habilitasse uma congregação a ver sua missão em uma luz radicalmente nova? E se a arte no culto pudesse render uma experiência substancialmente formativa?



Estes são os tipos de questões que estávamos perguntando há vários anos atrás quando eu era um pastor na Capela Esperança em Austin, Texas. Convidamos Laura Jennings, um dos nossos membros, para expor a arte que ela havia criado enquanto perseguia seu mestrado na Universidade de North Texas. Nossa igreja, amplamente situada na corrente do pentecostalismo evangélico, tinha a "enviado" três anos antes, e agora ela retornara com um novo corpo de trabalho. E, enquanto este estava sendo designado para seu mestrado em Belas Artes, nós sentíamos que ele serviria ao nosso contexto também.

Quando sua arte apareceu pela primeira vez no santuário, expliquei para a congregação que, como toda a arte visual que estava pendurada lá, o trabalho de Laura não estava aqui apenas para ornamentar o nosso espaço (embora ele fizesse isso). Estava lá para nos ajudar a ver o evangelho novamente, e porquanto ele fizesse assim, pensamos que nos inspiraria a viver o evangelho novamente. Assim como Jesus repetidamente dirigiu seus discípulos a perceber as coisas que a sociedade ignorava, então o trabalho de Laura acentuava  grupos que frequentemente esquecíamos: os Dalits da Índia e as vítimas da violência da guerra.

Mas o que nos desafiou foi mais do que o tema. Foi o estilo, mais abstrato do que literal. O trabalho não deu o seu significado facilmente. Algumas pessoas só viam estranhas formas figurativas em cores vibrantes. Algumas talvez não viram nada além de um símbolo de decoração para o santuário. Algumas, no entanto, tomaram tempo para olhar, e olhar novamente e mais uma vez, e perseverar com a abstração. Com o tempo, o significado se desenrolou. No mundo imaginado de Laura, coisas invisíveis se decifravam em formas materiais, cujo conteúdo só podiam ser reconhecido com dificuldade. Para muitos na Capela Esperança, esta arte formou hábitos de visão.

Ao refletir sobre a experiência, vejo duas mudanças significativas no meu pensamento: uma acerca da adoração, a outra sobre as artes de adoração.

Primeiro, fazemos bem em vermos a adoração como um ambiente onde declaramos verdades sobre Deus e expressamos nossos sentimentos a Deus, mas também devemos vê-la como um conjunto de ações, palavras e espaços que nos formam. Se somos aquilo que fazemos repetidamente, como Paulo insiste, então o que fazemos, semana após semana em adoração corporativa faz-nos ser um determinado tipo de cristão. O que nós queremos, então, como John Witvliet, diretor do Instituto Calvino de Adoração Cristã, nos lembra, é "tornar-nos autoconscientes acerca dos caminhos bons e maus que estão sendo formados no culto". Reduzir a adoração corporativa a atos principalmente de "pensamento" ou "sentimento" não reflete o culto ricamente multisensorial que vemos do Gênesis ao Apocalipse. E fica aquém do tipo de humanidade holística que as Escrituras recomenda a nós e que Jesus supremamente encarna.

Segundo, se a nossa pessoa como um todo está quebrada, então as artes da adoração podem se tornar uma forma única de promover a santificação de nossas faculdades afetivas, físicas e imaginativas, que são muitas vezes ignoradas no culto protestante. Na adoração, nossas emoções, corpos e imaginação têm um papel vital, e as artes servem para levá-los a uma participação intencional e intensiva.


Um poder formativo

Como as artes visuais, em particular, contribuem para a nossa formação na adoração?

Uma maneira é treinando nossa visão. Como o teólogo Stanley Hauerwas nos lembra: "Nós não vemos a realidade apenas abrindo os nossos olhos." Nossa visão é quebrada e, portanto, requer treinamento para ver o mundo de Deus corretamente. Como um ato da imaginação, as artes visuais pode nos permitir ver o mundo, por exemplo, não tão opaco à presença de Deus, mas como carregado com ela. C. S. Lewis escreve: "Meus próprios olhos não são suficientes para mim, vou ver através dos olhos dos outros". Todos nós precisamos dessa ajuda. As artes visuais, por fixarem nossa vista em objetos concretos -- de telas, esculturas, instalações, arquitetura -- nos convidam a olhar o mundo como ele é, ou talvez como não deveria ser. Às vezes elas nos impelem a vê-lo como ele pode ser.

Outra forma pela qual as artes visuais nos formam é por nos ajudar a prestar atenção, cuidadosa atenção. Uma boa obra de arte nos pede para olhar lentamente, repetidas vezes. Muitas vezes ela vai mesmo implicar-nos no assunto em vista. Uma boa obra vai encorajar-nos a concentrar a nossa atenção em uma coisa de cada vez, dobrando-nos com perguntas como: "A cor vermelha é apenas vermelho? Ou o-mundo-poderia-ter-existido-sem-ela-mas-Deus-o-fez-maravilhosamente-vermelho? " "Você está realmente sozinho? Ou você está cercado por uma comunhão invisível de santos?" "Aquele homem é o seu próximo?" "Jesus era branco?" Ao questionar nossos hábitos de vista, as artes visuais podem treinar os músculos da percepção atenta.

Em suma, para ver a realidade corretamente, nossos olhos precisam ser discipulados, e as artes visuais vêm junto e servem bem para esse fim, inclusive no contexto da adoração corporativa.

Sem entrar em muitos assuntos espinhosos que cercam o lugar das artes visuais na adoração, deixe-me brevemente notar cinco maneiras pelas quais elas nos formam. (Eu vou restringir meus comentários à arte 2D e 3D, deixando "imagens em movimento" para outro ensaio).


Teologicamente.

Na Igreja da Ressurreição em Wheaton, Illinois, quando um banner de 16x40m retratando o Cristo ressuscitado foi levantado na Páscoa de2011, foi uma maneira de afirmar, como eles costumam dizer, que "a matéria importa". Ou, como os cristãos da época patrística poderia colocá-lo, o banner era teologia em forma visual. A arte tornou-se um caminho para que a igreja insistisse não só na plena humanidade de Cristo, mas também em nossa própria humanidade encarnada. Ver esta imagem icônica foi uma maneira de dizer: "Nossa visão importa, e tem um papel positivo a desempenhar em nossa adoração. Como vemos isso vivamente colorido, um Cristo do Oriente Médio, pisando as portas do inferno, deverá informar como vivemos ao longo da semana".


Moralmente.

Em certas igrejas, seja ortodoxa ou "emergente", ícones são pendurados dentro do santuário, e tais ícones formarão a congregação em vários níveis. Por exemplo,um ícone de Daniel na cova dos leões vai, em um nível, lembrar os adoradores que Daniel era de fato uma pessoa histórica. Em outro nível, eles vão lembrar os adoradores que o quinhão "fornalha" de Daniel na vida é um tipo de seu quinhão na vida. Em ainda outro nível, irão incentivar os fiéis a praticar o tipo de coragem que Daniel exibiu. E em um nível final, vão lembrá-los que embora Deus possa  não livrá-los da tribulação neste mundo, ele vai livrá-los na consumação da história. Em todas essas formas, o adorador será convidado a extrair a forma moral de suas vidas da vida fiel de Daniel: "Olhe para Daniel. Viva como Daniel".



Missional.


Na Primeira Igreja Batista em Edmonton, Alberta, três banners ficar pendurados acima e atrás do púlpito. O da direita representa um ser angelical inflamando a cidade. O ex-pastor Gary Nelson diz que sua intenção era capturar o compromisso da Igreja para com a cidade. A congregação seria persistentemente lembrada, com o que viram domingo após domingo, que Deus através de seu Espírito deseja trazer vida ao coração da cidade, e que cada membro tem um papel a desempenhar nesse trabalho, um trabalho que se baseie na Ceia do Senhor, onde o pão é quebrado e o vinho é derramado por causa do mundo.







Didaticamente.

Em outros momentos, as artes visuais nos instruem nos ensinamentos da fé cristã. Em Indianápolis, Igreja Presbiteriana Redentor recentemente criou uma instalação de arte cuja intenção era a de acompanhar uma série de sermões durante o Advento. A ideia principal era que a vida provém da Palavra da Luz. Pilhas de Bíblias, colagem de papel-banners encaixados com plantas vivas, jasmim colocado nas janelas, altas velas de vidro, lanternas cor-de-rosa e papel encáustico (pintado com cera quente) pairando sobre o palco fantasticamente comunicavam uma dimensão visual desta idéia. A instalação também contribuiu com beleza estética para o espaço - um deleite de linhas, cor, cheiro e textura.



Simbolicamente.

Em um exemplo da igreja primitiva, vemos como a arte das catacumbas formaram a maneira como os cristãos percebiam o que acontecia acima do solo. Eles viam as imagens de Cristo, o Bom Pastor e de Jonas na barriga da Baleia.Tais imagens funcionavam simbolicamente como contra-narrativas ao culto do imperador. Elas reinterpretavam a realidade como os cristãos a experimentavam diariamente. E, embora as imagens não pudessem impedir a comunidade de passar pelo sofrimento, carregavam a imaginação da comunidade com uma visão profética que a sustentava em face da morte. Havia um Imperador, sentado à direita do Pai, que endireitaria o mundo de uma vez por todas.

Em suma, quando pensamos nas artes visuais como formativas, elas nos ajudam a prestar atenção às formas em que nossa visão é formada ou mal formada, em adoração. A esperança é que essas experiências artísticas formem uma visão holística de Cristo em nossas vidas como um todo.


Uma Visão Re-formada

Acho que alguns membros na Capela Esperança tiveram uma experiência formativa com a arte de Laura. Ao nos mostrar corpos pixelizados em vez que sólidos, a obra nos lembrou que não vemos as pessoas corretamente simplesmente olhando para elas; a nossa visão está danificada e precisa de conserto. Além disso, trazendo experiências de sofrimento para a nossa consciência, a arte nos mostrou que estas eram coisas pelas quais poderíamos sentir-nos tristes ou com raiva. Ainda melhor, Deus proveu os Salmos para mostrar-nos a orar com emoção santificada e profundamente sentida sobre essas questões.

Ao vivenciar a arte de Laura ao longo de sete semanas, a nossa congregação foi dada a oportunidade de perceber os pobres e necessitados do modo do evangelho. Nós "oramos com os olhos" e fomos transformados em conformidade. Essa transformação aconteceu automaticamente? Não. Será que o hábito re-formado de vista ocorre imediatamente? Não novamente. Foi um processo lento e desigual, e se a arte formou hábitos santificados de vista, tal foi devido em grande parte, a um período de "formação" longo e proposital. Nossa congregação já havia sido exposta a uma quantidade considerável de arte visual, e ambos pastores e artistas tinham feito de um bom ensino uma prioridade. Reconhecemos, ainda, que a santificação dos nossos olhos ocorreria ao longo de uma grande quantidade de tempo; precisaríamos de uma cultura para nos ajudar a nos engajar em arte visual de uma forma transformadora.


Se a arte de Laura discipulou-nos alguma coisa particular, no entanto, discipulou-nos a re-ver as pessoas que se sentavam nos bancos da igreja de perto, cuja fragilidade em determinados dias (se fôssemos honestos), muitas vezes, não tínhamos nenhum interesse em ver. Com a ajuda dessa arte, porém, nos foi dada uma oportunidade inestimável, de vê-las com um amor esperançoso.


Tradução Livre
Original: http://www.christianitytoday.com/ct/2012/april/art-in-worship.html
"Apêndice" a este artigo> Clique aqui para lê-lo.
Veja também: Another great resource for visual art and worship



16 de maio de 2009

Magnificar: Como um Telescópio


Magnificar tem dois sentidos distintos. Em relação à Deus, um é adoração e um é maldade. Pode-se magnificar, aumentar como um telescópio ou um microscópio. Quando você aumenta como um microscópio, você faz uma coisa minúscula parecer maior do que é. Uma partícula de pó pode parecer um monstro. Fingir aumentar Deus assim é iniqüidade. Mas quando você magnifica, amplia como um telescópio, você faz uma coisa inimaginavelmente grande parecer o que na verdade é. Como Telescópio Espacial Hubble [e seus sucessores], galáxias que são pontinhos de luz no céu se revelam como os gigantes de bilhões de estrelas que são realmente. Magnificar a Deus desse modo é adoração


John Piper, Não Jogue sua Vida Fora, Ed. Cultura Cristã, pp. 28-29


27 de abril de 2008

A casa do meu Pai (via Hubble)

Espiral estelar na Nebulosa da Águia-Mostruário do Hubble

Surgindo como uma criatura alada dos contos de fadas equilibrada em um pedestal, esse objeto é de fato uma torre giratória de gás frio e poeira que sobe de um berçário estelar chamado Nebulosa da Águia, imagem gerada pelo telescópio espacial Hubble da NASA.

A torre erguida está a 9,5 anos-luz ou a aproximadamente 92 trilhões de quilômetros de altura, por volta de duas vezes a distância do nosso Sol à estrela mais próxima. As estrelas da Nebulosa da Águia nascem em nuvens de hidrogênio frio que residem em regiões caóticas onde a energia de estrelas jovens esculpe paisagens fantásticas no gás.

A torre pode ser uma gigantesca incubadora para essas estrelas recém-nascidas. Uma torrente de luz ultravioleta de uma constelação de estrelas gigantes, quentes e jovens [fluindo do topo da imagem] está corroendo o pilar. A luz estelar também é responsável por iluminar a superfície irregular da torre.

Faixas luminosas espectrais de gás em ebulição podem ser vistas se desprendendo da superfície, criando uma nebulosa ao redor da estrutura e realçando sua forma tridimensional. A silhueta da coluna é destacada contra o brilho de fundo dos gases à distância. ...
Saiba mais sobre esse objeto »

Também conhecido como: M16,Nebulosa da Águia, NGC 6611, IC 4703

Créditos: NASA, ESA e The Hubble Heritage Team (STScI/AURA)

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Essa é a descrição encontrada no Google Sky para a nebulosa de Àguia, mostrada em detalhe pelo telescópio espacial Hubble, há dezoito anos em órbita. O Sky permite cibernauta observar galáxias e planetas diretamente através do browser.
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"Admirando essas imagens, e refletindo sobre a história e o contínuo desenvolvimento do universo, não pude deixar de pensar nas palavras que disse Jesus antes de deixar o seu pequeno grupo de alunos:

"Na casa de meu Pai há muitos lugares para morar... Pois vou lhes preparar um lugar" (Jo 14.2)
(Dallas Willard, A Conspiração Divina, p. 83)
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Você acredita nisso?

15 de janeiro de 2008

A Economia do Grátis

Os custos da tecnologia digital e da infra-estrutura da internet tendem a zero - e os serviços do mundo online, também - Sérgio Teixeira Jr.

É possível entregar produtos e serviços de graça e ainda assim ganhar dinheiro? Pelo menos no mundo online, a resposta é sim, e a economia do grátis é uma tendência inevitável, de acordo com uma idéia levantada por Chris Anderson, editor da revista Wired. Anderson, que deve publicar um livro sobre o tema no segundo semestre de 2008, argumenta que muitos dos custos ligados à tecnologia da informação -- sejam eles de armazenamento, de processamento ou de telecomunicações -- estão caindo de forma vertiginosa e tendem a zero. "O custo de guardar ou transmitir 1 kilobyte de dados é tão baixo que nem é mais medido. Em pouco tempo, o mesmo vai ser verdade para 1 megabyte e, no momento seguinte, para 1 terabyte", escreveu ele num artigo recentemente publicado na revista inglesa The Economist. Esse movimento formidável de aumento de capacidade com redução de custos -- expresso de forma definitiva na Lei de Moore, que afirma que a cada 18 meses dobra o poder de computação dos microchips e os preços caem pela metade -- já tem impacto claro em algumas indústrias, como a da música. Outro caso clássico é o Google, empresa que deve passar dos 15 bilhões de dólares de faturamento neste ano oferecendo a imensa maioria de seus serviços de graça. Mas existem efeitos não tão óbvios assim. A indústria da televisão, por exemplo, tem de se transformar por causa da emergência de serviços como o YouTube, que se aproveita dos custos decrescentes de infra-estrutura tecnológica para oferecer uma coleção virtualmente infinita de vídeos, com a comodidade de se assistir somente o desejado, na hora mais conveniente. De uma maneira ou de outra, argumenta Anderson, todos os negócios tocados pela internet -- e eles são muitos -- vão ser influenciados pela economia do grátis.


Muitos dos inúmeros serviços gratuitos oferecidos na internet são pagos com o dinheiro dos anunciantes. Esse modelo de negócios, que tradicionalmente se aplicou à TV aberta e ao rádio, está se expandindo. No negócio da música, a equação é um pouco diferente: o dinheiro vem cada vez mais das performances ao vivo e menos da venda de discos. Mas a distribuição gratuita de faixas é essencial para angariar fãs e, conseqüentemente, fazer boas turnês. Em outubro, a banda de rock inglesa Radiohead ganhou as manchetes ao lançar um disco pela internet. Supostamente cansados da "exploração injusta" das gravadoras, eles decidiram cortar o intermediário e oferecer suas músicas num site. Os fãs poderiam pagar quanto quisessem pelo disco -- ou simplesmente baixá-lo de graça (pesquisas posteriores indicaram que somente 40% dos fãs fizeram uma contribuição, de 6 dólares em média). "Hoje, ganhamos dinheiro principalmente fazendo shows", disse Thom Yorke, o líder da banda, numa entrevista recente. O negócio das gravadoras, que sempre se baseou na venda de gravações e na distribuição de produtos físicos, pode estar diante da maior crise de sua história. Mas, para os músicos, a doação de suas criações e até mesmo a disseminação de suas músicas por meio da pirataria passaram a ser parte integral da viabilidade econômica.


A abundância da tecnologia digital também está por trás de um dos modelos de negócios mais inovadores dos últimos tempos, o das empresas aéreas de baixo custo. Graças a novos e modernos sistemas de informação, as mais agressivas empresas aéreas européias podem cobrar menos de 10 dólares por uma passagem dentro do continente. É evidente que uma viagem custa muito mais caro que isso, e os custos são cobertos com a venda de uma série de outros serviços, como refeições nos vôos, manuseio de bagagem e diversos itens relacionados a viagens, como aluguel de carros e diárias de hotéis. E, é claro, essas empresas também têm vantagens econômicas ao planejar suas rotas sempre envolvendo aeroportos secundários, que oferecem taxas de operação muito mais baixas que as dos grandes centros. Ao redefinir o negócio da aviação em torno do transporte aéreo "quase gratuito", em vez de simplesmente vender passagens, essas empresas mudaram para sempre o setor -- e ganharam muito dinheiro com isso.

A maior delas, a irlandesa RyanAir, faturou 3,2 bilhões de dólares no ano fiscal de 2007, um crescimento de 32% em relação ao período anterior, e os lucros aumentaram 42%, atingindo 626 milhões de dólares. As operadoras de telefonia celular adotam um modelo de negócios semelhante ao oferecer aparelhos cada vez mais sofisticados de graça em troca de contratos de longa duração e da garantia de receitas com os serviços. É claro que não existe quase nada efetivamente de graça na vida, incluídos aí os proverbiais almoços grátis que ficaram célebres nas declarações do Nobel de Economia Milton Friedman. Mas a economia do grátis deve prosperar como nunca em 2008.

(Exame)

O crédito da imagem é do meu amigo Diogo Catapreta, que tem registrado imagens belíssimas da Europa, em sua temporada por aquelas plagas.

6 de novembro de 2007

Túnel


Do álbum de fotos.



Túnel
(Third Day)

Eu não pretendo saber o que você está pensando
Eu não posso começar a saber o que você pensará
Eu não poderia negar a dor que você está sentindo
Mas eu tentarei e lhe darei um pouco de esperança

Apenas lembre-se do que eu lhe disse
Há muito mais para você viver

Há uma luz no fim desse túnel
Há uma luz no fim desse túnel
Para você, para você
Há uma luz no fim desse túnel
Brilhando no fim desse túnel
Para você, para você
Então agüente firme

Você teve seus desapontamentos e tristezas
Você deveria dividir o peso dessa carga comigo
Então você descobriria que a luz de amanhã
Trás uma nova vida para que seus olhos vejam

Então lembre-se do que eu lhe disse
Há muito mais para você viver