17 de junho de 2007

Obreiro Aprovado

Obreiro Aprovado

II Tm. 2:15


Apresentar-se a Deus e não aos homens, pois o Senhor vê o coração (I Sm. 16:7). A motivação é crucial, todo o esforço para impressionar os homens nos desqualifica perante Deus.


Aprovado - Só existe um caminho para -aprovação.-: provação, testes, tentações... Para isso seremos tratados pela Palavra de Deus. Nossas motivações, fé e perseverança, convicções, sentimentos, conhecimento, ministérios, tudo será provado mediante toda sorte de circunstãncias, especificamente contrárias. Deus vai a fundo, não banaliza falhas de caráter nem distorções na personalidade.
Rm. 8:28
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Mesmo depois de aprovados não sobrevirão apenas coisas boas, pois Rm.8:35 relaciona desventuras, sobre as quais somos mais que vencedores. É necessário, entretanto, que haja desprendimento para enfrentar qualquer situação. Encarar tudo como um acréscimo, saber absorver a parte boa de toda e qualquer situação, adversa ou não.
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Derrota, na verdade é uma vida cíclica de reprovação. É o ponto onde se concentram as enfermidades, áreas traumatizadas pela repetição de machucaduras. Mas isso não provém de Deus. Qual é então o Seu objetivo ao nos provar?
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Nos expor: libertando-nos da hipocrisia e orgulho, gerando humildade, transparência e coerência. Isso é desconfortável (mas Deus está muito mais interessado no fortalecimento da nossa fé do que no nosso conforto ou nas obras que realizamos), e muitas vezes, até humilhante.
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Ele quer tratar com nossas vergonhas, pois onde elas existem há culpa, medo e dor. Este tipo de vergonha é sintoma de pecado, trauma, maldição não quebrada. Mas quando confessamos, nos expondo, damos um golpe fatal na vergonha. Libertação = andar na luz (em exposição - I Jo.1:7 e Tg. 5:16).
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Testar as nossas reações instantãneas, gerar pró-atividade e domínio próprio em áreas vulneráveis (Sl. 4:4).
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Testar nossa disposição de obediência a longo prazo, forjar o caráter e gerar perseverança, sem a qual não existe prosperidade. Dor não é um sentimento com o qual gostamos de lidar, para evitá-la, mediante as provações erguemos muralhas de prevenção, somos subjugados ao medo e à fuga. Esta é a maior causa de reprovação: o medo de sermos provados, e a dificuldade de lidar com as áreas íntimas da derrota. Pessoas aprovadas encaram a provação com abertura, gratidão, sabedoria e ousadia (Mt. 16:22,23 e At.21:13). Quando nos apresentamos aprovados diante de Deus, Ele nos apresenta aprovados perante os homens.
At.9:5
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Resistir ao tratamento de Deus é mais duro. Nos reprova automaticamente, levando à estagnação e conseqüente suicídio espiritual (Pv. 10:24). O medo abre uma brecha no reino espiritual para sermos atacados. Em contrapartida, João diz que o amor lança fora todo o medo. Deus começa o tratamento conosco justamente onde há uma prevenção exagerada. É fato que só manejaremos bem a Palavra da Verdade se Ela tiver transformado nossas vidas. A revelação passa por nós primeiro e Deus só confere autoridade aos aprovados.
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Sl.7:9
Provar significa purificar. Neste salmo o coração (órgão que bombeia o sangue, impulsiona a vida) representa as motivações, enquanto os rins (que filtram o sangue) são o discernimento (I Cr. 28:9). Deus nos quer Com a motivação certa, vida livre, sem prevenção ou medo. Portanto o primeiro passo para sermos aprovados é reconhecer que estamos reprovados, porque uma pessoa reprovada é antes de tudo alguém que Deus quer aprovar (II Co. 13:5).
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Sintomas de estar reprovado
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Desconfiança - a prática da infidelidade não permite que a pessoa confie nos outros (II Co.13:3). Nosso julgamento provê um retrato do próprio coração.
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Estagnação e desânimo - devido a repetidas provas e reprovações, por falta de maleabilidade para se sujeitar ao propósito de Deus. Ressentimento e prevenção - -Eu não sei o que Deus tem para mim, mas ir para tal lugar ou fazer tal coisa jamais!.
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Fuga - Caim fugiu quando foi repreendido por Deus (Gn. 4:12-14), Moisés fugiu quando matou o egípcio (At. 7:29), mas a pessoa aprovada não perde a visão de Deus (Gl. 1:15-16).
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Ingratidão e crítica - estar cheio de insatisfação e até cegueira para o bem recebido, criticar no lugar de incentivar, e só enxergar problemas no lugar (em casa, no trabalho, na igreja) e nas pessoas.
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Vanglória ou isolamento - a pessoa quer disfarçar ou encobrir sua situação (II Co.10:18), abandonando a comunhão para que os outros não tenham conhecimento do seu estado. Este é um caminho sutil para a apostasia. Toda a pessoa que abandona a comunhão, está evidenciando seu estado de reprovação.
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Três princípios que podemos acionar de acordo com as nossas escolhas
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a) O princípio de colher o que semeia - a desaprovação (Gl. 6:7) Cavando nos vales... Deus vai nos levar ao profundo do nosso coração, onde está o ponto da cura. Também se cresce para baixo, restaurando e edificando os alicerces. Isto muitas vezes é desanimador, porém, extremamente necessário, pois nos lugares baixos da vida é onde vamos entender a voz de Deus (Ez. 3:22). Ex: Jacó, o enganador que foi enganado. Deus tem um Labão preparado para cada enganador, ele é um dos exemplos mais perversos de líderes na Bíblia. O que Deus quer com isso é mudar o nosso nome e a nossa fama. Jacó enganou seu irmão e achou que simplesmente poderia fugir e tudo estaria resolvido, assim mostrou a necessidade de ser reprovado. Deus desaprovou sua atitude e por quase 20 anos ele colheu os frutos do que havia semeado. Deus foi cavando o coração de Jacó até ele entender que precisava voltar ao ponto de partida e resolver o conflito criado com seu irmão. Quando finalmente ouviu a ordem do Senhor e não fugiu, foi aprovado, sua identidade foi restaurada e seu nome passou a ser Israel - Príncipe de Deus, perpetuando a promessa da vinda do Messias.
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b) O princípio de andar em círculo - a reprovação (Dt. 1:40) A desaprovação pode nos conduzir à reprovação crõnica. Foi o que aconteceu ao povo de Israel. A primeira prova foi o deserto, onde por diversas vezes foram desaprovados e reprovados. Mesmo assim continuaram rumo a Canaã, e mais uma vez foram reprovados, pois aquela era uma terra a ser conquistada. Então, Deus os levou para onde o problema começou: o deserto que eles tanto queriam, para andarem num círculo de reprovação em reprovação, até morrerem. Paulo descreve esse conflito: -Miserável homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?.- (Rm. 7:24)
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c) O princípio da submissão ao tratamento de Deus - a aprovação é mais que vencer as provações, é vencer as desaprovações e reprovações, o que normalmente é mais difícil. Precisamos terminar bem. Como retornar ã vontade perfeita de Deus? Ela requer motivação certa, lugar certa, tempo certo, através dos princípios certos e debaixo da liderança certa.
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Resumindo: é necessário tomar a decisão certa. Ser impelido pela vontade de Deus. Nunca devemos forçar uma saída rápida e fácil buscando com isso atender a nossa comodidade (Gn.31:1-7) Estar autorizado pelas autoridades em questão Deus não deixou Jacó cometer o mesmo erro, fugindo de Labão. Somente depois de fazer um pacto com o sogro é que foi liberado por Deus.
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Ter coragem para obedecer
Jesus nunca fugia de nada, apenas andava na vontade do Pai (Jo. 11:8-9)Jacó venceu com Deus o inimigo do medo e da prevenção. Decidiu voltar ao ponto da derrota (Pv. 18:19). Deus somente o transformou quando resolveu não mais fugir, e lhe concedeu o galardão da aprovação, e a restauração do relacionamento há tanto tempo quebrado. Antes de Esaú ser transformado, Jacó precisou ser transformado. Quando somos transformados pela aprovação de Deus, esta vitória permeia naturalmente as pessoas e circunstâncias ao nosso redor. Esta é a matemática de Deus: Provados + Aprovados = Transformados
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Pr. Coty