23 de março de 2009

O Evangelho da Direita

A expiação como fato essencial

Se você perguntar o que diz o Evangelho a qualquer um dos 74% de americanos que dizem ter depositado sua fé em Jesus Cristo, provavelmente vai ouvir que Jesus morreu para expiar os nossos pecados, e que basta acreditar que ele fez isso para ir para o céu depois da morte.

Dessa forma aquilo que é apenas uma teoria da "expiação" se transforma na totalidade da mensagem essencial de Jesus. Continuando a usar uma linguagem teológica, a justificação tomou o lugar da regeneração, ou nova vida.8 Livres da responsabilidade de adequação a parâmetros divinos, tomamos posse de uma vida divina que nos é dada "lá de cima". Apesar de tudo o que se fala sobre "novo nascimento" entre os cristãos conservadores, há uma quase total falta de compreensão daquilo que o novo nascimento representa em termos práticos e da sua relação com o perdão e a justiça imputada ou transmitida.

Além disso, o acreditar que Jesus morreu por nós se define atualmente de maneiras diversas, com diferentes graus e formas de conteúdo ou combinação de elementos do credo em cada igreja ou denominação. De fato, como logo veremos, essa questão — o que é exatamente a fé salvífica - é atualmente um ponto de fervente controvérsia. Porém, já há algum tempo a crença exigida para a salvação é cada vez mais considerada um ato absolutamente privado, "só entre você e o Senhor". Somente o "scanner" detectaria.

E assim o único produto seguro da crença é que estamos "simplesmente perdoados". Estamos justificados, conceito que muitas vezes se explica dizendo que, perante Deus, é "simplesmente como se eu nunca tivesse pecado". A pessoa pode até não ter feito nada de positivo, não ter se tornado nada que mereça palavras de louvor. Mas quando chegar às portas do céu, ninguém será capaz de encontrar uma razão para mantê-la do lado de fora. O mero registro de um momento mágico de anuência mental abrirá a porta.

Na prática, sempre houve grandes dificuldades em saber com certeza se você realizou corretamente o ato mental ou privado, pois o seu único efeito essencial é uma alteração nos livros celestes, e não podemos vê-los agora. Daí nasce a disputa familiar e muitas vezes acirrada na tradição protestante para saber se você está ou não "entre os eleitos" e se vai ou não "entrar".

Segundo o entendimento da direita teológica, não há comportamento que indique inequivocamente a crença e nenhum que seja absolutamente excluído por ela. Acredita-se que a única exigência é a graça e o perdão (salvação) pela graça, "nada mais e nada menos". Insistir na necessidade de algo mais que simplesmente a fé seria acrescer "obras" à pura graça. E isso, segundo a nossa herança cultural protestante, não se pode fazer.

A "salvação pelo Senhor"

A ampla aceitação dessa idéia de salvação nas igrejas evangélicas e conservadores da América do Norte gerou a situação delineada acima, na qual aqueles que professam a fé cristã normalmente exibem pouca ou nenhuma diferença comportamental e psicológica em relação aos descrentes. Isso, por sua vez, gerou aquilo que se chama de debate sobre a "salvação do Senhor" entre os líderes evangélicos e seus seguidores.

Talvez não seja muito fácil compreender as questões envolvidas nesse debate, mas um breve exame delas muito fará para nos ajudar a compreender como as coisas se dão normalmente hoje em relação ao convite à vida.

Hoje um dos autores mais influentes da ala conservadora é John MacArthur. Ele defende a idéia de que você não pode ter fé "salvífica" em Jesus Cristo sem também pretender obedecer aos seus ensinamentos. Você precisa aceitá-lo como Senhor, daí o nome salvação pelo Senhor.9

Obviamente, para MacArthur você pode e deve dizer muito mais sobre um cristão do que meramente que ele está perdoado. Ele tem defendido diligentemente essa visão via exposição bíblica e análise histórica e teológica.

Respondendo a MacArthur, Charles Ryrie afirma que "o Evangelho que salva é crer que Cristo morreu pelos nossos pecados e ressuscitou dos mortos".10 "A boa nova", continua ele, "é que Cristo fez algo a respeito do pecado [expiou-o] e que Ele vive hoje para oferecer a mim o Seu perdão".

Para sustentar a sua posição, Ryrie esclarece "a questão com respeito ao Evangelho":

Parte da confusão que cerca o significado do Evangelho hoje surge talvez do não esclarecimento da questão envolvida. A questão é: como é que os meus pecados podem ser perdoados? O que é que me exclui do céu? O que é que me impede de ter vida eterna? A resposta é o pecado. Portanto, preciso resolver esse problema de algum modo. E Deus declara que a morte do Seu filho traz o perdão do meu pecado... Pela fé eu recebo a Cristo e Seu perdão. Então o problema do pecado fica resolvido, e eu tenho plena certeza de ir para o céu.11

Ryrie não dá argumentos que sustentem a sua tese de que a eliminação da culpa do pecado (e não do pecado em si, como as suas palavras parecem sugerir), para assegurar a entrada no céu após a morte, é o problema ou a questão. Ele supõe, e com acerto, que todas as partes do debate vão concordar com ele a respeito disso. Mas em face da história cristã e do texto bíblico, essa tese realmente precisa de sustentação - sustentação que não pode encontrar. A tradição cristã sem dúvida lida com a culpa e a vida futura, mas jamais as considera as únicas questões envolvidas na salvação.

Ryrie e aqueles que formam do seu lado não conseguem enxergar esse fato por causa do seu próprio modo sistemático de encarar as referências neotestamentárias à fé ou crença em Cristo e ao "Evangelho"; assim eles conseguem dar coerência à sua explicação do que está em questão.

Por exemplo, ele afirma que todas as referências de Mateus ao Evangelho do reino têm a ver com a vinda do Messias para governar a terra no Milênio. O Milênio é um profetizado período de mil anos em que o governo efetivo da terra estará sob direção pessoal de Jesus, depois da sua volta. O "reino" de que trata a boa nova é, segundo Ryrie e muitos outros, a mesma coisa que esse futuro reinado milenário - uma futura realidade política, não a atual ação da vontade de Deus na criação e em Cristo.

Será que isso estaria correto? Se substituímos reino pela expressão reinado milenário em passagens como Mt 6:33 e 8:12, certamente ficamos com frases que não fazem lá muito sentido: "Buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reinado milenário" e "Os filhos do reinado milenário serão lançados para fora". Precisamos então explicar porque reino precisa significar algo diferente em tais passagens, enquanto supostamente significa "reinado milenário" em contextos "evangélicos" como Mt 4:17 e 9:35.

Se, por outro lado, entendemos o reino de Deus como simplesmente aquilo que Deus está efetivamente fazendo, como explicamos lá atrás, então todas as passagens dos Evangelhos que mencionam o "reino" fazem sentido, e ainda deixam espaço de sobra para tratar de futuras dimensões do reino, inclusive um reinado milenário de natureza política.

Ryrie tem tanta certeza de que o Evangelho salvífico é sobre a morte de Jesus que, no relato em que Mateus narra o episódio em que Maria Madalena unge Jesus para o sepultamento, ele simplesmente insere as palavras sobre a sua morte depois da palavra Evangelho em Mt 26:13. Assim, a passagem passa a significar, nas palavras de Ryrie, "que onde for pregada em todo o mundo a boa nova sobre a Sua morte, será também contada a boa obra de Maria Madalena ao ungi-lo já prevendo essa morte" (grifo meu).12 Mas o texto bíblico diz simplesmente: "Onde for pregado em todo o mundo este evangelho", sem indicar que é "sobre a sua morte". O Evangelho sem dúvida inclui a morte de Jesus pela humanidade, mas muito mais do que isso.

A salvação isolada da vida

Interpretando os textos dessa forma, Ryrie e muitos outros podem fazer uma distinção entre aquilo em que você acredita para a salvação e outras coisas em que você pode acertadamente acreditar a respeito de Cristo. Embora se trate de uma distinção perfeitamente correta e útil, precisa ser usada com cuidado.

"Crer em Cristo para a salvação", diz ele, "significa confiar em que Ele pode remover a culpa do pecado e dar vida eterna [leia-se céu]. Significa acreditar que Ele pode resolver o problema do pecado [leia-se culpa], que é o que exclui a pessoa do céu."13

Há muitas e muitas coisas em que, segundo Ryrie, você pode acertadamente acreditar a respeito de Cristo, coisas em que no entanto você não precisa acreditar para ser salvo. Entre elas, estão:

Você pode acreditar que aquilo que Ele ensinou na terra é bom, nobre e verdadeiro, e de fato é... Você pode acreditar que Ele é capaz de dirigir a sua vida, e Ele com certeza é capaz disso, e quer fazê-lo. Mas essas não são questões de salvação. A questão é se você acredita ou não que a morte de Jesus expiou todos os seus pecados e que, crendo nele, você tem o perdão e a vida eterna, (p. 74)

"Quem crê, confia a Deus", explica Ryrie. "Confia o quê? O seu destino eterno. É essa a questão, não os anos que ele passa na terra" (p. 123). As questões desvinculadas da salvação "pertencem ao viver cristão" ou "estão relacionadas com a vida cristã, não com a questão da salvação". "Eu não preciso resolver questões pertencentes ao viver cristão para ser salvo." (p. 40)

Mas será essa a questão?

A diferença entre os defensores da salvação pelo Senhor e seus críticos tem a ver com o que compõe a fé salvífica. Mas também devemos ponderar os pontos de concordância entre os dois lados. Eles concordam que perder-se ou salvar-se é exclusivamente uma questão de demérito e mérito, e concordam também acerca daquilo que a fé precisa ter para ser fé salvífica e acerca daquilo que significa ser "salvo". Esses pontos formam o cerne do Evangelho segundo a direita teológica.

Além disso, a expressão destino eterno é muito usada por todas as partes. Todos concordam que a questão em jogo é aquela que Ryrie destaca: o perdão dos pecados por causa da transferência de mérito, com a conseqüente admissão no céu após a morte. Quem está salvo tem isso, e a fé salvífica é a característica ou atitude pessoal requerida para "obter" isso. O ponto de divergência é definir o que é que salva nessa fé. Em que exatamente se deve acreditar para que essa crença efetivamente salve?

MacArthur concorda com os seus críticos em que a questão em jogo na salvação é o perdão e o destino eterno. Se ele não concordasse, não haveria nenhuma discordância significativa; os dois lados simplesmente estariam falando de coisas diferentes. MacArthur estaria dizendo que para ter A (salvação) você precisa ter B (fé no Senhor), e os seus críticos estariam respondendo: "Não, para ter C (outra 'salvação') você não precisa ter B".

Ligada a essa concordância sobre que a questão na salvação é apenas "céu ou inferno" está a concordância sobre que ser salvo é uma condição forense ou legal e não uma realidade ou um caráter vital. Ninguém está nessa condição "salva" até que Deus o declare assim. Não entramos nessa condição por algo que nos aconteça, ou em virtude de uma realidade que tome lugar na nossa vida, ainda que essa realidade seja o próprio Deus. O debate então é a respeito do que deve ser verdadeiro a nosso respeito antes que Deus declare que estamos na condição salva.

Por fim, os dois lados concordam que ir para o céu após a morte é o único alvo dos esforços divinos e humanos pela salvação. O alvo é aquilo a que visam esses esforços, e não um subproduto ou conseqüência natural de outra coisa qualquer.

Mas obtemos um retrato totalmente diferente de salvação, fé e perdão se consideramos que o alvo é ter a vida do reino dos céus agora - a vida eterna. As palavras e os atos de Jesus sugerem naturalmente que isso é de fato salvação, tendo como partes naturais o discipulado, o perdão e o céu futuro. E nisso ele apenas dá continuidade à doutrina do Antigo Testamento. Toda a tradição bíblica, do princípio ao fim, diz respeito ao íntimo envolvimento de Deus na vida humana - ou então ao afastamento de Deus da vida humana. Essa é a alternativa bíblica para a vida de agora. "O Senhor abomina o perverso", resume o provérbio, "mas aos retos trata com intimidade" (Pv 3:32).

Lembrando a fé e a justiça de Abraão

Abraão creu em Deus e isso lhe foi imputado para justiça, diz-nos a Bíblia (Gn 15:6). Em que Abraão acreditava para que Deus o declarasse justo? Será que ele acreditava que Deus lhe havia proporcionado a expiação dos pecados? Nada disso. A narrativa deixa bem claro que Abraão acreditava que Deus lhe daria um filho homem, um herdeiro, e por intermédio desse filho uma multidão de descendentes que possuiriam a terra que lhe fora prometida. Ele tinha fé em Deus, é claro, mas em relação a coisas da sua existência terrena.

Ele acreditava que Deus se relacionaria com ele no presente - como fizeram aqueles que mais tarde se reuniram em torno de Jesus. Ele chegou até a ter a ousadia de perguntar a Deus como ele poderia saber que a promessa de um herdeiro seria cumprida. Em resposta, Deus o mandou preparar animais para o sacrifício. Abraão obedeceu e depois aguardou a ação de Deus (Gn 15:8-11). Ele aguardou que Deus materializasse fogo "do nada". Deus agiu a partir do espaço circundante, da atmosfera - ou seja, do "primeiro céu" da Bíblia. Essa foi a resposta à pergunta de Abraão. Bem mais tarde "Visitou o Senhor a Sara" e Isaque foi concebido (Gn 21:1).

Diante de tamanha fé, Deus declarou Abraão justo. Será que isso significa que ele declarou que Abraão iria para o céu quando morresse? Não exatamente isso, mas certamente que os pecados e as faltas do patriarca não iriam separá-lo de Deus no presente e no seu contínuo relacionamento durante a vida.

Mas será que ele iria para o céu quando morresse? Claro que sim! Que mais faria Deus com uma pessoa como essa? Eles eram amigos, fato bem destacado na Bíblia (2Cr 20:7; Is 41:8; Tg 2:23), assim como devemos ser amigos de Jesus mergulhando na sua obra (Jo 15:15). Nenhum amigo de Deus irá para o inferno. Jesus aliás nos assegurou de que "quem der a beber ainda que seja um copo de água fria a um destes pequeninos, por ser este meu discípulo, em verdade vos digo que de modo algum perderá o seu galardão" (Mt 10:42).

Com certeza o perdão e a reconciliação são essenciais a qualquer relacionamento em que tenha havido ofensa, e também ao relacionamento entre nós e Deus. Não podemos entrar sem perdão numa nova vida que nos vem do alto. Com certeza é Cristo que possibilita essa transição, e também o perdão, por meio de sua vida e morte. Precisamos nos reconciliar com Deus, e ele conosco, se pretendemos conviver. Mas essa reconciliação envolve muito mais do que o perdão dos nossos pecados ou a limpeza da nossa folha corrida. E a fé e salvação de que fala Jesus obviamente é uma realidade muito mais positiva do que a mera reconciliação. As histórias de Abraão e outros personagens bíblicos ilustram belamente isso.

A questão, no tocante ao evangelho que encontramos nos Evangelhos, é se estamos vivos ou mortos para Deus. Será que mantemos com ele um relacionamento interativo que constitui uma nova vida, vida "do alto"? Como diz o apóstolo João na sua primeira carta, "Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está no seu Filho. Aquele que tem o Filho tem a vida" (1Jo 5:11-12).

O que precisa ser enfatizado em tudo isso é a diferença que há entre, de um lado, confiar em Cristo, a verdadeira pessoa de Jesus, com tudo aquilo que isso naturalmente envolve, e de outro, confiar em alguma providência para a remissão dos pecados estabelecida por meio dele - confiar somente no seu papel de removedor da culpa. Confiar na verdadeira pessoa de Jesus é ter confiança nele em cada aspecto da nossa vida; é acreditar que ele está certo a respeito de todas as coisas, que ele é adequado a todas as coisas.

Ryrie comenta com relação ao uso do termo "evangelho" nos Evangelhos de Marcos e Lucas, que "Nosso Senhor é o tema central da boa nova".14 E isso sem dúvida nenhuma está correto. Mas ele e muitos outros não vêem diferença entre dizer isso e afirmar que "O Evangelho é a boa nova sobre a morte e ressurreição de Cristo" - ou que isso denote uma providência para o perdão dos pecados, providência essa que torna Cristo, aquele que vive hoje, simplesmente irrelevante para a nossa existência atual.

Essa irrelevância daquilo que Deus faz para com aquilo que compõe a nossa vida é a falha fundamental na vida das multidões que hoje professam a religião cristã. Eles foram levados a crer que Deus, por alguma razão insondável, simplesmente acha bom transferir para a nossa conta os méritos da conta de Cristo e também apagar as dívidas do nosso pecado, depois de inspecionar a nossa mente e descobrir que acreditamos que uma determinada teoria de expiação é verdadeira — mesmo que confiemos em tudo menos em Deus nas outras questões que nos dizem respeito.

Impossível explicar como alguém pode confiar em Cristo com vistas à vida futura sem fazê-lo já para esta vida, confiar nele com vistas ao destino eterno sem ter essa mesma confiança em relação às "coisas ligadas à vida Cristã". Como isso seria possível? Simplesmente não há como! Não numa única vida.

Resumindo tudo, "o evangelho" para Ryrie, MacArthur e outros ligados à direita teológica é que Cristo tomou a "providência" que pode nos levar ao céu. Nos Evangelhos, por outro lado, "o evangelho" é a boa nova da presença e disponibilidade da vida no reino, agora e para sempre, pela confiança em Jesus o Ungido. Essa foi também a fé de Abraão. Como disse Jesus, "Abraão alegrou-se por ver o meu dia" (Jo 8:56).

Não é de admirar que a única definição de vida eterna encontrada nas palavras que temos de Jesus é: "E a vida eterna é esta: que [seus discípulos] te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste" (Jo 17:3). Isso pode soar para nós como "mero conhecimento intelectual". Mas o "conhecimento" bíblico sempre denota um relacionamento íntimo, pessoal, interativo.

Assim o profeta fala em nome de Deus dizendo a Israel: "De todas as famílias da terra somente a vós outros vos conheci" (Am 3:2)*. E Maria, respondendo à declaração do anjo de que ela teria um filho, pergunta: "Como será isto, pois não conheço homem algum?" (Lc 1:34).** Obviamente Deus tem conhecimento sobre outras famílias da terra, assim como Maria tem conhecimento sobre os homens. A vida eterna de que fala Jesus não é conhecimento sobre Deus, mas um relacionamento íntimo e interativo com ele.

* A tradução ARA traz "vos escolhi" em lugar de "vos conheci". (N. do T.)

** A ARA traz "não tenho relação com homem algum" em lugar de "não conheço homem algum". (N. do T.)

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NOTAS:

8. Na verdade, essa substituição tem como pano de fundo a "absorção da cristologia na soteriologia", na linguagem de Karl Barth. Há uma perda total de qualquer interesse cristológico na preocupação com a minha própria salvação ou com a salvação da sociedade. (Ver "Demythologization - Crisis in Continental Theology", de Peter Berger, em European Intellectual History Since Darwin and Marx, organizado por W. W. Wagar [Nova York: HarperTorchbooks, 1966], p. 255.) Os "Evangelhos da administração do pecado" supõem um Cristo desincumbido de outra obra de peso além da redenção da humanidade. À direita, eles favorecem os "cristãos-vampiros", que só querem um pouco de sangue para os seus pecados, porém nenhuma relação a mais com Jesus até o céu, quando terão de se unir a ele. À esquerda, favore­cem o farisaísmo de uma hipocrisia social mais ou menos brutal.

9. MacArthur, Gospel According to Jesus, p. 28.

10. Ryrie, Go Great Salvation, p. 40. Ver também Zane C. Hodges, Absolutely Free! (Grand Rapids: Zondervan, 1989). Ver, em Balancing the Christian Life (Chicago: Moody Press, 1969, p. 64 e passim), uma apresentação da visão de Ryrie sobre a santificação ou vida cristã, e o indispensável papel que a ação humana exerce nela.

11. Ryrie, So Great Salvation, p. 40.

12. Ibid., p. 38.

13. Ibid., p. 119.

14. Ibid., p. 39.


Dallas Willard, A Conspiração Divina. Editora Mundo Cristão

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