20 de dezembro de 2007

Símbolos Natalinos - uma perspectiva encarnacional


Desde criança o Natal para mim está associado a boas sensações. E desde que abracei a Cristo, sinto-me mais à vontade para comemorar no "clima de Natal" e mais incomodado com toda celebração que ignora o Ungido. Nos últimos tempos, há uma polarização em torno da simbologia do Natal e um confronto entre as raízes bíblicas e as raízes pagãs da festa. Uma abordagem diferente daquela de que o Thiago Mendanha nos trouxe um exemplo, encontrei nesse trecho na obra "Uma Ortodoxia Generosa", de Brian McLaren, no capítulo "Por que sou encarnacional?" e compartilho com vocês nesse dia dedicado por muitos blogs ao tema do Natal.

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"O amor verdadeiro foi demonstrado em sua plenitude na encarnação de Cristo. (...)

Há muito tempo, os cristãos no Ocidente haviam aprendido a apreciar e até mesmo amar a cultura greco-romana: eles a batizaram, a integraram na herança cristã. Zeus, Apolo, Atena, Pondionísio e Mercúrio não eram demônios a serem temidos, ou ídolos a serem destruídos -- eles eram parte de nossa herança a ser redimida, com rico simbolismo e profundo significado para os cristãos de hoje.

O cristianismo, de igual modo, abraçou muito da cultura do Norte da Europa, encontrando lugar em nossas celebrações de Natal para árvore perene e para o tronco natalino dos escandinavos pagãos, por exemplo. Em seus primeiros mil anos, o cristianismo não buscou substituir as culturas greco-romanas do norte da Europa ou Celtas (de meus ancestrais) pela cultura de suas próprias raízes judaicas; ao contrário, ele buscou (em seus melhores momentos) entrar nessas culturas, redimi-las, transformá-las e preservar tudo o que tinham de valor. Os apóstolos chegaram a essa conclusão em relação à controvérsia da "carne sacrificada aos ídolos" muito cedo na história da igreja. O movimento missionário celta seguiu a orientação apostólica muito bem com relação a isso (embora a igreja romana, na maioria das vezes, não tenha seguido), com um impacto de longo alcance."

Brian McLaren, Uma Ortodoxia Generosa, Editora Palavra, p. 279