4 de março de 2008

E o vento (quase) levou


"Herói" de pouso na Alemanha teria sido a co-piloto de 24 anos, diz jornal


da Efe, em Berlim

O "herói" da espetacular manobra que evitou uma catástrofe aérea na Alemanha por causa dos ventos provocados pelo ciclone "Emma" não foi o piloto da Lufthansa, como foi dito, e sim sua co-piloto.

A afirmação está na edição de amanhã do jornal "Bild", que indicou que, no momento da tentativa de pouso fracassada, enfrentando rajadas de vento de 120 km/h, quem liderava os comandantes era a co-piloto, identificada como Maxi J., 24.

Especialistas de segurança aérea da Alemanha e do aeroporto de Hamburgo analisam ainda possíveis responsabilidades do episódio que poderia ter terminado em uma tragédia.

Na segunda-feira, a imprensa reproduziu várias vezes as imagens da espetacular manobra e falou da coragem do piloto, Oliver A., 39, enquanto especialistas avaliavam que ele talvez tivesse agido com certa imprudência.

Segundo fontes, o piloto podia escolher entre duas pistas, uma das quais estava melhor preservada contra o vento lateral, mas optou pela mais exposta.

O aeroporto de Hamburgo, onde ocorreu o incidente, constatou que o piloto havia sido informado pela torre de controle da situação meteorológica.

O episódio ocorreu no sábado, quando um Airbus 320 da Lufthansa, com 131 passageiros a bordo e que havia saído de Munique, tentava pousar no aeroporto. Na hora da aterrissagem, após vários desvios no ar, uma rajada de vento de mais de 120 km/h quase deslocou a aeronave para fora da pista. A asa esquerda do aparelho ficou danificada ao tocar o solo.

Após consertar a rota, o piloto --ou a co-piloto-- optou por arremeter para fazer o pouso em uma segunda tentativa, desta vez na pista mais protegida.

O incidente ocorreu em pleno ciclone "Emma", que já matou 15 pessoas em toda a Europa. Desde sexta-feira passada havia em toda a Alemanha alarme não só em aeroportos, mas também em ferrovias e no tráfego marítimo.

Os serviços meteorológicos tinham emitido alerta máximo perante o temor de que o temporal adquirisse as proporções do furacão "Kyrill" que, em 2007, matou 47 pessoas em toda a Europa.

Notícia da Folha
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